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    Petróleo cai mais de 10% com acenos de solução da guerra na Ucrânia e oferta

    Investidores monitoraram as perspectivas de diálogo para uma eventual solução no conflito no leste europeu

    Bomba de petróleo na Bacia do Permian em Loving County, Texas, EUA
    Bomba de petróleo na Bacia do Permian em Loving County, Texas, EUA 22/11/2019REUTERS/Angus Mordant

    Letícia Simionato, do Estadão Conteúdo

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    O petróleo fechou em forte queda nesta quarta-feira (9) após fortes altas na sessão da véspera. A guerra na Ucrânia continuou no foco dos investidores nesta quarta, em meio a um cessar-fogo para evacuação de civis e com acenos de autoridades pela solução do conflito.

    Além disso, investidores acompanharam a liberação emergencial de estoques do óleo e dados semanais do Departamento de Energia (DoE) norte-americano.

    Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para abril fechou em queda de 12,12% (US$ 15), a US$ 108,70. Enquanto o do Brent para maio perdeu 13,16% (US$ 16,84) na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 111,14.

    Os contratos futuros do petróleo operavam em alta durante a madrugada, porém, a commodity passou a cair com a notícia de que a Agência Internacional de Energia (AIE) informou que os Estados membros já liberaram 62,7 milhões de barris de maneira emergencial de seus estoques.

    Depois, só acelerou as quedas em meio a um cessar-fogo para permitir a fuga de habitantes na região que circunda Kiev, enquanto investidores monitoravam as perspectivas de diálogo para uma eventual solução no conflito.

    O vice-chefe de gabinete do presidente ucraniano, Ihor Zhokva, afirmou que a Ucrânia está disposta a discutir neutralidade em relação à Organização do Tratado do Atlântico Nort(Otan).

    O óleo chegou a reduzir perdas com o relatório semanal do DoE, que mostrou que os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 1,863 milhão de barris, a 411,562 milhões de barris, na semana encerrada em 4 de março, mas intensificaram as quedas após o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmar estar preparado para fazer concessões em prol de terminar a guerra.

    Para Edward Moya, da Oanda, além da fala de Zelensky, os preços do petróleo caíram à medida que cresce o otimismo de que o impacto econômico das sanções está pesando na economia russa, e que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pode tentar evitar uma longa guerra.

    De acordo com o Julius Baer, o isolamento de Moscou deixa uma lacuna no mercado de petróleo. “O mundo não está prestes a ficar sem petróleo. Estamos testemunhando uma crise de preços e não uma crise de oferta”, destacou, em relatório enviado a clientes.

    Apesar das quedas desta quarta, segundo a Rystad Energy, na pior das hipóteses, o preço do barril de petróleo poderá atingir US$ 240 em meados do ano se países ocidentais adotarem sanções em massa contra exportações de petróleo russo.

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