Petróleo fecha em alta com exterior otimista por posse de Biden e estímulos

Expectativa é que o novo governo americano amplie os estímulos fiscais, impulsionando a recuperação da economia do país - e, consequentemente, a mundial

Foto: REUTERS/Christian Hartmann

Por Eduardo Gayer, do Estadão Conteúdo

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Os contratos futuros de petróleo fecharam esta quarta-feira, (20), em alta, acompanhando o bom humor dos mercados internacionais com a posse do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

A grande expectativa é que o novo governo americano amplie os estímulos fiscais, impulsionando a recuperação da economia do país – e, consequentemente, a mundial -, o que tende a elevar a demanda pela commodity energética.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de petróleo WTI para março encerrou o dia em alta de 0,62%, a US$ 53,31, enquanto na Internacional Exchange (ICE), o barril de petróleo Brent para o mesmo mês terminou a sessão com avanço de 0,32%, a US$ 56,08.

“O cálculo é simples: o aumento do apoio fiscal significa mais crescimento e maior demanda de petróleo nos Estados Unidos”, avalia Eugen Weinberg, analista do Commerzbank.

Investidores esperam que o presidente Biden possa assinar ainda nesta quarta sua ordem executiva, a ser enviada para apreciação do Congresso, do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão, anunciado por ele na semana passada e defendido na terça pela indicada para a secretaria do Tesouro, Janet Yellen, em audiência no Comitê de Finanças do Senado.

Ainda assim, Weinberg alerta que pode haver forte componente de especulação na variação positiva do petróleo. Afinal, a situação econômica segue delicada no mundo e a covid-19 continua a se disseminar, levando líderes a ampliarem medidas de isolamento social que afetam a atividade e, consequentemente, a demanda por petróleo.

Além disso, como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) em reportagem especial, o pacote fiscal de Biden deve ser enxugado no Congresso.

“Provavelmente será apenas uma questão de tempo até que os preços do petróleo se corrijam novamente, apesar do atual otimismo geral dos investidores”, alerta o analista do Commerzbank.

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