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    Petróleo sobe mais de 3%, impulsionado por relatos de que Rússia invadirá Ucrânia

    Capital Economics, que esperava um recuo da commodity até o fim do ano, diz que as questões levantadas quanto à oferta são "riscos chave" para a sua projeção

    Trabalhador em unidade de armazenamento de petróleo na Índia
    Trabalhador em unidade de armazenamento de petróleo na Índia 29/08/2009REUTERS/Parth Sanyal

    Gabriel Caldeira, do Estadão Conteúdo

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    O petróleo avançou mais de 3% nesta sexta-feira (11). A commodity operou em alta durante quase todo o dia, e ganhou forte impulso após relatos na imprensa dos EUA de que autoridades do país esperam que a Rússia invada a Ucrânia na semana que vem.

    Mais cedo, um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) que citou riscos à oferta global puxou o óleo para território positivo no mercado futuro.

    Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para março subiu 3,58% (US$ 3,22) hoje e 7,23% na semana, a US$ 93,10, enquanto o do Brent para abril avançou 3,31% (US$ 3,03) nesta sessão e 1,25% no acumulado dos últimos sete dias, a US$ 94,44, na Intercontinental Exchange (ICE).

    De acordo com um repórter da emissora americana PBS, com base em fontes do governo dos EUA, a decisão de invadir a Ucrânia foi tomada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, e comunicada às forças militares do país.

    Ainda que não tenha confirmado a expectativa, autoridades dos EUA como o secretário de Estado, Anthony Blinken, e o secretário de Defesa, Jake Sullivan, alertaram que a invasão pode ocorrer a qualquer momento, inclusive antes do término das Olimpíadas de Inverno em Pequim, que acabam no próxima dia 28.

    As autoridades americanas ainda reiteraram que cidadãos do país devem deixar o território ucraniano o quanto antes. Alerta similar foi dado pelo governo do Reino Unido, em comunicado divulgado na tarde de hoje.

    As preocupações não parecem ser infundadas, já que um relatório das forças armadas ucranianas observou que quase toda a extensão da fronteira do país está cercada por forças hostis, segundo o The New York Times.

    Além da crise geopolítica, investidores ficaram atentos ao alerta da AIE de que dificuldades na oferta de grandes produtores de petróleo – entre eles os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) – podem provocar mais volatilidade nos contratos e impulsionar ainda mais os preços.

    A Capital Economics, que em outras oportunidades disse esperar um recuo da commodity para a casa de US$ 70 até o fim do ano, diz que as questões levantadas quanto à oferta são “riscos chave” para a sua projeção.

    “Nossas projeções para os preços das commodities este ano estão sujeitas a uma incerteza maior do que o normal. Embora esperemos que o crescimento da demanda de energia diminua, ainda pode ser o caso de que a oferta permaneça restrita”, alerta a consultoria.

    Ainda no noticiário do setor, BP e Shell suspenderam a atividade da maior refinaria de petróleo da África do Sul, a Sapref, que responde por cerca de 35% de toda a capacidade de refino do país. A decisão ocorre em meio às negociações de venda da fatia da refinaria que pertence à BP.

    Além disso, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos Estados Unidos subiu 19 na última semana, a 516.

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