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    Débito automático, aproximação e parcelamento: veja o que o BC planeja para o Pix

    Banco Central estuda até mesmo a possibilidade de transferências internacionais por meio da ferramenta de pagamentos instantâneos; datas de lançamento de novas funções ainda não estão definidas

    Pix: ferramenta de pagamentos instantâneos deve continuar ganhando novidades ao longo de 2022
    Pix: ferramenta de pagamentos instantâneos deve continuar ganhando novidades ao longo de 2022 Marcello Casal JrAgência Brasil

    Fabrício Juliãodo CNN Brasil Business

    em São Paulo

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    Criado há um ano, o Pix, sistema de pagamentos instantâneos lançado pelo Banco Central, já foi utilizado mais de 1,6 bilhão de vezes e movimentou mais de R$ 4 trilhões. A ferramenta se popularizou e, de acordo as últimas estatísticas divulgadas pelo BC, de setembro de 2021, as transações feitas por Pix superam as realizadas por boletos, TEDs, DOCs e cheques somados.

    Desde o seu lançamento, a ferramenta já passou por algumas modificação e avanços. As mais recentes novidades foram o Pix Saque e o Pix Troco, que estrearam no dia 29 de novembro. A modalidade faz com que os usuários consigam sacar ou receber como troco o valor em dinheiro de um pagamento com Pix em um estabelecimento como padaria, supermercado ou mesmo a lojinha do bairro.

    Mas tudo indica que as novidades do Pix não devem parar por aí. O Banco Central já anunciou duas atualizações para 2022 e confirmou ao CNN Brasil Business que tem planos para implementar outros modos de utilização no futuro.

    Para o próximo ano, O BC está planejando implementar atualizações no Pix Cobrança e lançar o débito automático no Pix.

    O Banco Central afirmou que, no primeiro, a atualização começa a permitir a integração por meio de um arquivo padronizado, facilitando pagamentos em lote. Atualmente, explica o banco, a integração ocorre por meio da API Pix, padronizada pelo BC.

    Rodrigoh Henriques, líder de inovações financeiras da Fenasbac (Federação Nacional das Associações de Servidores do Banco Central), explica que cada banco tem uma padronização de arquivos de remessa e retorno e, com uma padronização, as empresas que realizam esses tipos de transações serão beneficiadas e terão o trabalho simplificado.

    Além disso, já está concluída a implementação do Pix Cobrança com vencimentos para pagamento em data futura, podendo incluir juros, multas, acréscimos, descontos e outros abatimentos.

    “O Pix Cobrança torna-se muito semelhante ao boleto, mas com vantagens: ele é instantâneo, logo, não precisa de três dias úteis para compensar, e pode ser pago a qualquer momento”, afirma Rodrigoh.

    Já o Pix débito automático, o Banco Central disse que irá implementar a função “para facilitar pagamentos recorrentes”.

    No radar

    Utilizar o Pix sem internet deve ser a próxima funcionalidade anunciada pelo Banco Central. Segundo a entidade, já existem estudos avançados e discussões com a indústria sobre uma forma de iniciação por QR Code gerado pelo pagador em modo offline, o que  viabilizará o pagamento quando o usuário não estiver com conectividade.

    No entanto, o BC explica que para o produto ser lançado “é necessário que o uso dos QR Codes seja melhor assimilado pela população”. Ainda não há data definida para a disponibilização da funcionalidade.

    Outra função que pode ser disponibilizada em breve é a possibilidade de pagamento parcelado com o Pix. O BC ressalta que esta modalidade ainda está em estudo interno e também não possui data de lançamento.

    Assim como já é possível com alguns cartões de crédito e de débito, o Banco Central também revelou que estuda a possibilidade de implementar o Pix por aproximação.

    “Pix por proximidade vai ser o final dessa jornada. Pix por QR Code é bom, mas ele perde para a proximidade do cartão de débito, por exemplo. Quando isso acontecer, teremos o melhor e mais seguro pagamento instantâneo do mundo”, afirma Rodrigoh.

    Ainda não há, no entanto, detalhes sobre a tecnologia e nem data definida para a disponibilização dos serviços.

    Por fim, o Banco Central também confirmou que estuda a possibilidade de realizar transações internacionais por meio do Pix, algo que deve levar mais tempo, já que envolve diferentes sistemas de diferentes países e ainda não há cronograma definido para isso. “[O BC] vem acompanhando proximamente experiências de interligação em desenvolvimento em outras jurisdições”, disse o banco ao CNN Brasil Business.

     

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