Plano de saúde pode ter reajuste de 16% neste ano, o maior da história, diz FenaSaúde

Projeção da FenaSaúde considera a variação das despesas assistenciais com atendimento aos beneficiários dos planos, variação por faixa etária e a eficiência da operadora

Fabrício Juliãodo CNN Brasil Business

em São Paulo

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Os planos de saúde individuais devem subir 16,3% em 2022, segundo projeção da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar). Caso a projeção se confirme, este será o maior reajuste já feito pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), de acordo com a série histórica, iniciada em 2000.

Entre os fatores considerados para a estimativa, a federação destaca, principalmente, a variação das despesas assistenciais com atendimento aos beneficiários dos planos, variação por faixa etária e a eficiência da operadora.

Também foi levado em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que incide sobre os preços administrados, que são os serviços e os produtos com reajustes definidos por contratos ou regulados.

Segundo a FenaSaúde, a atual metodologia usada para definição do reajuste, que está em vigor desde 2019, torna os cálculos mais transparentes e previsíveis.

Devido à pandemia, a ANS, responsável por regular o setor de saúde privada no Brasil, suspendeu em setembro de 2020 a cobrança do reajuste anual dos planos de saúde até o fim do ano. A decisão aliviou o bolso de mais de 25,5 milhões de brasileiros em um período tomado por infecções pelo novo coronavírus.

Meses depois, o órgão definiu que os planos de saúde individuais ou familiares teriam percentual de reajuste negativo de maio de 2021 até abril deste ano. O índice negativo de 8,19% refletiu a queda das despesas assistenciais ocorrida no setor.

Agora, com o aumento no preço de diversos itens, como medicamentos e insumos médicos, a retomada de procedimentos eletivos e o impacto de tratamentos de pacientes com Covid, além da incorporação de novas coberturas obrigatórias, os planos de saúde este ano devem ter reajustes maiores.

A FenaSaúde também ressaltou o efeito da inflação nos diversos setores da atividade econômica brasileira, incluindo o mercado de planos de saúde, para o provável aumento recorde da cobertura este ano.

Confira a tabela de reajustes anuais divulgados pela ANS:

 

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