Por que o Banco Central acelera a taxa de juros

Para alguns economistas, os juros devem atingir o patamar dos dois dígitos já no início do ano que vem

Fernando Nakagawado CNN Brasil Business

Em São Paulo

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De acordo com a aposta majoritária do mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) acelerou o ritmo de alta da taxa básica de juros. Na penúltima reunião de 2021, nesta quarta-feira (27), o Copom elevou a Selic em 1,5 ponto percentual, de 6,25% ao ano para 7,75% ao ano.

Segundo o diretor da CNN Brasil Business, Fernando Nakagawa, a taxa de juros passou a subir em um ritmo mais forte devido a dois motivos: a alta da inflação atual e futura; e a piora do cenário das contas públicas com o rompimento do teto de gastos.

Com a inflação mais intensa sentida pelo bolso dos brasileiros, somada à piora do cenário fiscal e à desancoragem das expectativas, o juro sobe em ritmo mais forte com o objetivo de tentar fazer a inflação baixar. Isso gera um crédito mais caro e desincentiva o consumo e o investimento.

Durante a maior parte da pandemia, a taxa Selic ficou na casa dos 2% e, neste ano, passou a subir. Para alguns economistas, os juros devem atingir o patamar dos dois dígitos já no início do ano que vem, principalmente com o aviso do Banco Central de que, em dezembro, o aumento deverá ser novamente de 1,5 ponto.

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