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    Preço da carne voltará ao normal, diz diretor da Conab sobre liberação de envios

    Normalização de preços acontece lentamente por conta da absorção da produção por outros mercados, diz diretor da Companhia Nacional de Abastecimento

    Raphael CoracciniLayane Serranoda CNN

    Em São Paulo

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    O mercado interno deve ser beneficiado com o retorno da carne a patamares normais de preços, mesmo com a retomada das exportações à China depois da queda do embargo à carne brasileira.

    A afirmação é do diretor-executivo de Política Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sergio De Zen à CNN na manhã desta quarta-feira (15).

    “A gente vai voltar ao ritmo normal de preços”, garante o executivo ao acrescentar que a queda nos preços depois do bloqueio chinês à produção brasileira foi amortizada por conta da absorção da carne nacional por outros mercados.

    Tivemos o escoamento para outros mercados”, diz De Zen, que completa: “Sentimos num curto espaço de tempo uma queda de preços, principalmente no mercado interno, mas outros mercados absorveram a produção”.

    Retomada das exportações à China

    A declaração do executivo à CNN vem depois do anúncio da Administração Geral das alfândegas da China de que a importação de carne brasileira estava liberada. O país asiático havia imposto um bloqueio à produção nacional desde setembro, o que derrubou as exportações já que a China é o grande parceiro comercial do Brasil no setor pecuário.

    De Zen disse que a normalização das exportações para a China deve ocorrer “de maneira bastante rápida, dado que é uma reativação de canais de exportação que já existem”, afirma.

    O bloqueio foi imposto depois da descoberta de casos da doença da vaca louca no Brasil, que foi usada, segundo De Zen, como argumento para que os chineses fechassem o mercado e escoassem a produção interna de carne suína.

    “Essa vaca louca atípica não deveria causar um impacto desse tamanho. Bloquearam a carne bovina e enxugaram a carne suína”, afirma De Zen.

    Perguntado se as relações entre o governo brasileiro e o chinês acabaram por motivar restrições à produção brasileira, De Zen avaliou que o bloqueio foi uma questão comercial pontual, e não política. “Existe profissionalismo do governo brasileiro, isso não tem nada de político, são tratativas técnicas e comerciais”, afirmou.

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