Com alta do câmbio, preços da Petrobras já estão 12% defasados, diz Abicom

Câmbio e preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional são os principais responsáveis pelo índice no mercado interno

Logo da Petrobras em unidade no Rio de Janeiro
Logo da Petrobras em unidade no Rio de Janeiro 04/02/2022REUTERS/Sergio Moraes/File Photo

Denise Luna, do Estadão Conteúdo

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Com a alta do câmbio e dos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional, a defasagem dos preços praticados pela Petrobras no mercado interno já atingem 12%, informou o presidente da Associação Brasileiras dos Importadores de Combustíveis (Abicom), inviabilizando importações.

O dólar fechou com leve aumento na sexta-feira (4), e ainda opera em patamar elevado, a R$ 5,33. Já o petróleo segue pressionando os preços futuros.

Na sexta-feira (4), o barril do Brent para abril subiu a US$ 93,27 e analistas já preveem que o preço pode chegar a US$ 100 este ano, refletindo a restrição da oferta e possíveis conflitos entre Rússia e Ucrânia.

A Petrobras está há 27 dias sem aumentar a gasolina e o diesel, apesar de o presidente da empresa, general Joaquim Silva e Luna, ter afirmado na semana passada que a estatal precisa acompanhar o preço de paridade de importação para não dar prejuízo como no passado, e que não pode fazer política pública segurando os preços.

Ele afirmou ainda que a Petrobras faz reajustes quando observa mudanças estruturais, e não conjunturais.

Para equiparar os preços ao mercado externo, segundo a Abicom, a Petrobras deveria elevar em média o litro da gasolina em R$ 0,45 e do diesel e R$ 0,50.

“Com a alta no câmbio e nos preços da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional, o preço médio da gasolina e do óleo diesel no Brasil operam com diferenciais negativos em todos os portos analisados”, conclui a Abicom.

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