Preços de petróleo atingem pico de 7 anos com crise na Ucrânia ofuscando Fed

Os futuros do Brent subiam 0,89 dólar, ou 1%, a US$ 90,85 por barril às 09:17

Bomba de petróleo na Bacia Permian, em Loving County (Texas)
Bomba de petróleo na Bacia Permian, em Loving County (Texas) 10/12/2021REUTERS/Angus Mordant

Reuters

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O petróleo ampliou os ganhos para máximas de sete anos, acima de 90 dólares o barril nesta quinta-feira, com a crise na Ucrânia superando os sinais de que o Federal Reserve dos Estados Unidos vai apertar a política monetária do país.

Os futuros do Brent subiam 0,89 dólar, ou 1%, a 90,85 dólares por barril às 09:17 (horário de Brasília). Os futuros de petróleo bruto dos EUA (WTI) avançavam 0,87 dólar, ou 1%, a 88,22 dólares por barril.

Os preços do petróleo subiram na quarta-feira, com o Brent ficando acima de 90 dólares o barril pela primeira vez em sete anos em meio a tensões entre a Rússia e o Ocidente.

A Rússia, segunda maior produtora de petróleo do mundo, e o Ocidente estão em desacordo sobre a Ucrânia, alimentando temores de interrupção do fornecimento de energia para a Europa.

Ambos os contratos caíram no início do pregão depois que o Federal Reserve dos EUA disse na quarta-feira que provavelmente aumentará as taxas de juros em março e planeja encerrar suas compras de títulos naquele mês em sua batalha para controlar a inflação.

O dólar americano subiu após o anúncio, tornando o petróleo mais caro para os compradores que usam outras moedas.

“Uma queda mais pronunciada dos preços está sendo evitada pela crise na Ucrânia, pois ainda há preocupações de que as entregas de petróleo e gás russos possam ser prejudicadas no caso de uma escalada militar”, disse o Commerzbank após a queda dos preços da manhã.

A atenção do mercado também está se voltando para uma reunião de 2 de fevereiro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados liderados pela Rússia, um grupo conhecido como Opep+.

O grupo deve manter um aumento planejado para sua meta de produção de petróleo para março, disseram várias fontes da Opep+ à Reuters.

 

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