Prévia do PIB: IBC-Br registra quarta alta seguida em agosto, mas perde fôlego

Apesar do avanço, o resultado, divulgado pelo BC nesta quinta-feira (15), veio abaixo das estimativas dos economistas, que esperavam alta de 1,6%

Anna Russi,

do CNN Brasil Business, em Brasília

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Em um quarto avanço consecutivo, a atividade econômica registrou alta de 1,06% em agosto, ante julho, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador é visto pelo mercado financeiro uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). 

Apesar do avanço, o resultado, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (15), veio abaixo das estimativas do dos economistas consultados pela Reuters, que estimavam alta de 1,6%.

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Vale destacar ainda que o índice vem perdendo o fôlego: após o forte tombo resgistrado em abril, com recuo de 9,37%, mês de maior impacto da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, o índice mostrava o início de uma reação.

Em maio, o Índice de Atividade Econômica registrou crescimento de 1,31%, o maior alta do indicador desde 2018. Na sequência, os meses de junho e julho seguiram com forte reação, apontando para  um avanço de 5,3% e 3,7%, respectivamente. 

Agora, em agosto, o índice desacelerou, registrando um número inferior quando comparado com a previsão de economistas. 

Além disso, quando comparado com agosto de 2019, o índice ainda registra desempenho negativo, com queda de 3,92% ante agosto do ano passado e tombo de 5,44% no acumulado do ano. 

Nível de atividade 

O indicador alcançou os 134,05 pontos em agosto, porém  segue abaixo do patamar de 140 pontos, registrado em fevereiro, antes da pandemia. Nos últimos 12 meses encerrados em agosto, o IBC-Br também caiu 3,08% na série dessazonalizada.

Nas últimas semanas, o mercado financeiro tem melhorado as estimativas para o PIB oficial de 2020. Atualmente, a previsão é de que a economia recue 5,03% este ano.

Ainda, neste mês, a economia brasileira se deparou com novas revisões da previsão para o PIB: o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional melhoraram suas projeções de tombos de 8% e 9,1% para quedas de 5,4% e 5,8%, respectivamente. 

Já o Ministério da Economia espera uma que a atividade econômica caia 4,7% em 2020.

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