Reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste podem ter melhor nível desde 2016

Dados compilados pela CNN mostram que o volume dos reservatórios cresce há pelo menos cinco meses consecutivos

Chuvas elevaram volume dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste do país
Chuvas elevaram volume dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste do país Foto: Divulgação/Sabesp

Lucas Janoneda CNN

no Rio de Janeiro

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Os reservatórios localizados no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil devem apresentar 58% da capacidade hídrica até o final de fevereiro, segundo o levantamento mais recente realizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Será o maior patamar registrado pelo subsistema desde março de 2016, caso a projeção se concretize. Na ocasião, o nível das usinas era de 58,27%.

Dados compilados pela CNN mostram que o volume dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste cresce há pelo menos cinco meses consecutivos.

O subsistema atingiu o seu pior momento em setembro de 2021, quando registrava 16% da capacidade hídrica total. No período, o Brasil registrava a pior crise hídrica dos últimos 90 anos, segundo o ONS.

O maior volume hídrico está relacionado, principalmente, ao início do período chuvoso no país. O boletim mais recente projeta chuvas 5% acima da média histórica até o fim de fevereiro.

Em valores absolutos, a região deve registrar uma precipitação aproximada de 74.113 Megawatts.

A previsão para a próxima semana operativa é de ascensão nas afluências do subsistema norte e recessão de chuva dos subsistemas sudeste, sul e nordeste.

“A previsão mensal para fevereiro indica a ocorrência de afluências acima da média histórica para os subsistemas Sudeste/Centro-oeste. Em comparação com os valores estimados para a semana em curso, prevê-se para a próxima semana operativa ascensão nas afluências da região”, destaca o boletim do ONS, divulgado nesta sexta-feira (18).

O subsistema Sudeste/Centro-Oeste é responsável por cerca de 70% da geração de energia do Brasil, como apontam os dados do operador nacional. No entanto, o país precisou mobilizar outras fontes de energia ao longo de 2021 para enfrentar a crise hídrica.

Segundo um levantamento do ONS, o mês de agosto, por exemplo, foi o período em que houve a maior quantidade de energia gerada por termelétricas desde o início da série histórica, iniciada em 1999 pelo Operador.

O grande volume de chuvas também deve influenciar na demanda energética do Sudeste/Centro-Oeste nas próximas semanas, já que a temperatura amena reduz a utilização de aparelhos eletrônicos, como o ar-condicionado.

Até o fim de fevereiro 2022, a carga elétrica no subsistema deve cair 1%, quando comparado com o mesmo mês do ano passado.

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