Saiba quanto medalhistas olímpicos poderiam ganhar se investissem seus prêmios

Atletas que chegaram ao pódio sozinhos em Tóquio garantiram premiação de pelo menos R$ 100 mil, paga pelo Comitê Olímpico Brasileiro

A ginasta Rebeca Andrade garantiu R$ 400 mil em premiações do COB após conquistar um ouro e uma prata em Tóquio
A ginasta Rebeca Andrade garantiu R$ 400 mil em premiações do COB após conquistar um ouro e uma prata em Tóquio Foto: Ashley Landis

Leonardo Guimarães,

do CNN Brasil Business, em São Paulo

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O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) pagou aos atletas medalhistas nas Olimpíadas de Tóquio uma premiação recorde. Ao todo, o comitê desembolsou R$ 5,3 milhões com o prêmio das equipes e atletas individuais que chegaram ao pódio no Japão. 

Nesse montante, R$ 1,25 milhão foram pagos aos atletas que ganharam medalhas de ouro em esportes individuais, como surfe, ginástica artística e canoagem. Para cada medalhista solo de ouro, o COB deu R$ 250 mil. 

Outros R$ 750 mil foram pagos aos cinco medalhistas de prata do Brasil em modalidades individuais. Cada um ganhou R$ 150 mil pelo desempenho esportivo em Tóquio.

Aos medalhistas individuais de bronze, o Comitê Olímpico Brasileiro deu uma premiação R$ 100 mil. Como foram sete brasileiros conquistando medalhas de bronze sozinhos, o COB gastou R$ 700 mil com esses atletas. 

O restante (R$ 2,6 milhões) foi distribuído aos medalhistas em competições por equipes, divididos entre times com menos de seis pessoas – como as duplas femininas do tênis – e equipes compostas por mais de seis atletas – como a seleção de vôlei. 

 

Se aplicadas, quanto renderiam as premiações? 

Recentemente, a taxa básica de juros foi elevada para 5,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Com isto, investimentos em renda fixa ficaram um pouco mais atraentes e começam a pagar um pouco mais aos investidores. 

O CNN Brasil Business simulou quanto os medalhistas brasileiros de modalidades individuais podem ganhar em investimentos tradicionais se aplicarem o dinheiro de suas premiações por seis a 30 meses. 

Os cálculos são feitos com base em um levantamento do professor Michael Viriato, do Insper. Mas aqui fica um alerta: retorno passado não é garantia de rentabilidade no futuro. O cálculo é feito a partir de expectativas do mercado, que, por sua vez, podem ou não se confirmar. Logo, não se trata de uma recomendação de investimento ou de retorno garantido. 

Confira as simulações para os medalhistas de ouro: 

Na última Olimpíada, cinco atletas brasileiros subiram sozinhos ao ponto mais alto do pódio. Ítalo Ferreira, do surfe, Rebeca Andrade, da ginástica Artística, Ana Marcela Cunha, da maratona aquática, Isaquias Queiroz, da canoagem, e Hebert Conceição, do boxe, conseguiram o feito. 

Os brasileiros que conquistaram o segundo lugar em modalidades individuais também conseguem bons retornos na renda fixa.  

Confira as simulações para os medalhistas de prata: 

 

Para os medalhistas de bronze, o cenário também não é ruim. Um investimento de cinco anos no Tesouro Selic renderá mais R$ 10.176 aos atletas. 

Confira as simulações para os medalhistas de bronze:

 

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