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    Sem cerimônia de posse, Paes de Andrade assume a Petrobras nesta terça-feira (28)

    Novo presidente da estatal indicou a interlocutores que um dos primeiros atos deve ser a troca de diretores da estatal

    Pedro Duranda CNN

    no Rio de Janeiro

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    O primeiro ato de Caio Mario Paes de Andrade como presidente da Petrobras já o difere de seus três antecessores.

    A assinatura do termo de posse na companhia não terá auditório reservado, presença de convidados e a tradicional foto com o crachá verde e amarelo. Paes de Andrade começará a trabalhar nesta terça-feira (28) de manhã e a previsão é de um dia cheio de reuniões.

    A informação foi confirmada para a CNN pelo presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Márcio Weber. Ele disse ainda que a decisão de não fazer uma cerimônia de posse foi motivada pelo fato de Paes de Andrade ter, por enquanto, uma espécie de mandato ‘temporário’.

    Apenas após ter seu nome referendado na assembleia de acionistas, ainda não convocada, ele pode realizar uma cerimônia.

    Um encontro presencial com o próprio Weber está na agenda do primeiro dia de Paes de Andrade no comando da Petrobras. Ele também deve se reunir com diretores da companhia e conhecer o escritório no 18º andar, onde passará a despachar a partir de agora.

    Já na quarta-feira (29), Paes de Andrade tem sua primeira reunião ordinária do Conselho de Administração da Petrobras. Realizadas mensalmente, as reuniões costumam durar o dia todo e tratam das decisões estratégicas e dos rumos da companhia. Essa primeira interlocução direta com os conselheiros deve dar o tom da gestão de Paes de Andrade.

    Reforma da diretoria

    A interlocutores, Caio Mario Paes de Andrade tem indicado que trocará diretores da Petrobras. Ao assumir a companhia, ele encontrará no quadro oito executivos tarimbados, com experiência no mercado e dentro da própria Petrobras.

    O alto escalão da estatal tem perfil técnico e a maior parte dos diretores ocupou anteriormente o cargo de gerente em suas respectivas áreas.

    A exceção é Salvador Dahan, diretor de Governança e Conformidade. Ele foi o responsável pelos pareceres que deram ‘sinal amarelo’ para Paes de Andrade por lacunas no currículo que seriam incompatíveis com o cargo.

    Egresso de empresas gigantes como a Procter & Gamble, Grupo Gerdau e Nissan Motors, Dahan tem mandato de dois anos, pelo que prevê o estatuto da Petrobras. A demissão de Dahan precisaria ser provocada por uma renúncia ou por uma decisão do Conselho.

    Para mudar o quadro do time com o qual vai trabalhar, Andrade tem uma trava: os candidatos a diretores precisam passar por um escrutínio semelhante ao que ele foi submetido pelo departamento de Compliance.

    Só recebem aval para assumir o cargo aqueles que se enquadrarem nos pré-requisitos legais. Essa é uma das muitas mudanças às quais a companhia foi submetida depois dos escândalos de corrupção revelados pela Operação Lava Jato.

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