Spotify fecha escritório na Rússia em resposta ao ataque à Ucrânia

Desde o início da guerra, na semana passada, governos ocidentais vêm pedindo às empresas que recuassem de todas as formas possíveis

Spotify disse que revisou milhares de conteúdos desde o início da guerra e restringiu a descoberta de programas pertencentes e operados pela mídia estatal russa
Spotify disse que revisou milhares de conteúdos desde o início da guerra e restringiu a descoberta de programas pertencentes e operados pela mídia estatal russa 01/04/2018REUTERS/Dado Ruvic

Reuters

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O Spotify disse, na última quarta-feira (2), que fechou seu escritório na Rússia indefinidamente em resposta ao que a plataforma de streaming de áudio descreveu como “ataque não provocado de Moscou à Ucrânia”.

Desde julho de 2021, a legislação russa assinada pelo presidente Vladimir Putin obrigou empresas estrangeiras de mídia social com mais de 500.000 usuários diários a abrir escritórios locais ou estarem sujeitas a restrições tão severas quanto proibições definitivas.

Antes do prazo de março, apenas algumas empresas, incluindo o Spotify, cumpriram. Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia na semana passada, que Moscou chama de “operação especial”, os governos ocidentais pediram às empresas que recuassem de todas as formas possíveis.

“Nossa primeira prioridade na semana passada foi a segurança de nossos funcionários e garantir que o Spotify continue a servir como uma importante fonte de notícias globais e regionais em um momento em que o acesso à informação é mais importante do que nunca”, disse o Spotify em um comunicado.

O Spotify disse que revisou milhares de conteúdos desde o início da guerra e restringiu a descoberta de programas pertencentes e operados pela mídia estatal russa.

No início desta semana, também removeu todo o conteúdo da mídia estatal RT e Sputnik do Spotify na União Europeia, Estados Unidos e outros mercados ao redor do mundo, exceto a Rússia, seguindo passos semelhantes do Facebook e Twitter, da Meta.

O Spotify disse que igualaria as doações de funcionários, dois para um, para apoiar os esforços humanitários locais.

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