Startups brasileiras captam US$ 436,8 milhões em investimentos em abril, diz estudo

Nos quatro primeiros meses de 2022, total aportado chegou a US$ 2,3 bilhões

Total de investimentos em 2022 até o momento é menor que o de 2021
Total de investimentos em 2022 até o momento é menor que o de 2021 Marcos Santos/USP Imagens

João Pedro Malardo CNN Brasil Business

em São Paulo

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As startups do Brasil obtiveram US$ 436,8 milhões em investimentos no mês de abril, segundo um levantamento da plataforma Distrito e do Bexs Banco. O valor superou o de abril de 2021, quando foram aportados US$ 416,3 milhões.

Segundo o levantamento, o valor foi gerado a partir de 50 rodadas de investimentos. No acumulado de 2022, o volume investido é de US$ 2,3 bilhões, com 238 negociações, uma queda em relação ao primeiro quadrimestre de 2021, com US$ 2,4 bilhões e 273 rodadas.

Ainda no acumulado de 2022, as startups voltadas à tecnologia financeira, fintechs, são as que mais receberam investimentos, US$ 1,2 bilhão. Elas são seguidas pelas startups de varejo (retailtechs), com US$ 281,6 milhões, e de recursos humanos (HRtechs) com US$ 219,2 milhões.

De acordo com o Distrito, as HRtechs “têm ganhado cada vez mais atenção no ecossistema de inovação oferecendo soluções tecnológicas para a área de recursos humanos”.

O estudo destaca os aportes na startup de cibersegurança Unico, na casa dos US$ 100 milhões, e na retailtech Inventa, de US$ 55 milhões, como os principais de abril.

Gustavo Gierun, CEO do Distrito, afirma que, mesmo com uma desaceleração, o volume investido em 2022 não indica uma crise no setor.

“É um processo natural, dado o cenário econômico global. Mas não vejo como uma crise, já que os investidores e empreendedores brasileiros pensam no longo prazo e estão acostumados com os ciclos da economia”, diz.

Em relação às fusões e aquisições, o levantamento contabiliza 22 envolvendo startups em abril. No acumulado do ano, são 89, crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2021, que teve 78 negócios.

As fintechs também lideram essa área, responsáveis por 19% do total, seguidas pelas startups de educação (edtechs), com 17%) e de saúde (healthtechs), com 11%.

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