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    Tesla é alvo de novo processo de injúria racial contra funcionários negros nos EUA

    Trabalhadores disseram que foram regularmente submetidos a comentários e comportamentos racistas de colegas, gerentes e funcionários de recursos humanos, de acordo com um processo aberto em um tribunal estadual na Califórnia

    Montadora enfrenta pelo menos 10 processos de discriminação racial generalizada ou assédio sexual
    Montadora enfrenta pelo menos 10 processos de discriminação racial generalizada ou assédio sexual Tesla/Divulgação

    Por Hyunjoo Jin, da Reuters

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    Quinze atuais funcionários ou ex-funcionários negros da Tesla entraram com uma ação contra a fabricante de veículos elétricos na última quinta-feira (30), alegando que foram submetidos a abuso racial e assédio nas unidades produtivas da companhia.

    Os trabalhadores disseram que foram regularmente submetidos a comentários e comportamentos racistas de colegas, gerentes e funcionários de recursos humanos, de acordo com um processo aberto em um tribunal estadual na Califórnia.

    O assédio, que ocorreu principalmente na fábrica da Tesla em Freemont, incluiu o uso de termos como “nigger” (forma considerada altamente pejorativa para se referir aos negros nos Estados Unidos) e “escravo”, além de comentários de cunho sexual como “gosta de bunda”, de acordo com o processo.

    Além disso, “procedimentos operacionais padrões da montadora incluem discriminação racial flagrante, aberta e não mitigada”, apontam as acusações.

    Alguns desses funcionários e ex-trabalhadores foram designados para cargos com maior exigência física na Tesla ou preteridos para promoções, segundo o documento.

    De acordo com as acusações, Montieco Justice, trabalhador da parte produtiva da montadora em Fremont, teve o cargo imediatamente rebaixado ao retornar à Tesla depois de tirar uma licença autorizada por causa da Covid-19.

    A Tesla não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

    A montadora enfrenta pelo menos 10 processos de discriminação racial generalizada ou assédio sexual. Um deles é liderado por uma agência de direitos civis do Estado norte-americano da Califórnia.

    Anteriormente, a empresa negou irregularidades e disse que tem políticas em vigor para prevenir e lidar com a má conduta no local de trabalho.

    Na última segunda-feira, um juiz federal da Califórnia ordenou um novo julgamento sobre os danos que a Tesla deve a um ex-operário negro que acusou a empresa de discriminação racial, depois que ele recusou uma indenização de US$ 15 milhões.

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