Tribunal de Contas de São Paulo pede plano de combate à crise hídrica ao governo

Prazo para a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente elaborar as respostas é de 15 dias

Alisson Negrinida CNN

em São Paulo

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O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) pediu para que a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima) apresente um plano para combater a crise hídrica no estado. O governo tem um prazo de 15 dias para responder aos questionamentos do Tribunal.

No texto, é questionado o que o estado paulista tem feito para contingenciar a situação relacionada ao baixo volume de água para geração de energia elétrica e quais atitudes estão sendo tomadas para amenizar os impactos ambientais.

O documento relembra que São Paulo é um dos estados que está na área da bacia hidrográfica do rio Paraná, que abrange cerca de um terço da população do país. As regiões em questão concentram grandes centros industriais, que consomem muita energia elétrica.

Em nota, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente diz que vai se manifestar dentro do prazo estipulado pelo tribunal e elenca algumas ações que estão em andamento. Leia na íntegra:

“A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo (SIMA) informa que irá responder aos questionamentos do Ministério Público de Contas do Estado sobre o enfrentamento à crise hídrica dentro do prazo estipulado no documento, que é de 15 dias.

Informações complementares

Para ampliar a segurança hídrica no Estado, é importante ressaltar que a Sabesp vem realizando na Região Metropolitana de SP, por exemplo, obras como a ampliação da infraestrutura, integração e transferência entre sistemas, além de campanhas para o consumo consciente. Destaque para Interligação Jaguari-Atibainha e a entrada em operação de um novo sistema, o São Lourenço. Está em andamento ainda a obra para captação de água do rio Itapanhau, que entra em operação parcial no fim de 2021 e total no próximo ano.

Já pelo DAEE estão em construção os reservatórios Pedreira, em Pedreira e Duas Pontes, em Amparo, ambos com prazo até dezembro de 2022. Com as duas novas barragens, será elevada a oferta de água em 23 municípios integrantes da Bacia PCJ, beneficiando mais de 5 milhões de habitantes.

A SIMA relembra que acompanha diariamente a situação de todos os mananciais que abastecem os 645 municípios paulistas.”

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