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    Twitter diz que não vai mais propagar ou recomendar contas do governo russo

    Medida deve afetar mais de 300 contas pertencentes à Rússia

    Twitter acrescentou que a política pode ser expandida no futuro para cobrir outras situações "além do conflito armado interestadual"
    Twitter acrescentou que a política pode ser expandida no futuro para cobrir outras situações "além do conflito armado interestadual" Dado Ruvic/Reuters

    Brian Fungdo CNN Business

    em Washington

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    O Twitter disse na última terça-feira (5) que não irá mais propagar ou recomendar contas do governo russo na plataforma, endurecendo sua posição sobre contas vinculadas ao Kremlin e a alinhando a sua abordagem à mídia estatal russa.

    As contas do Twitter operadas pelo governo russo não serão mais “amplificadas ou recomendadas para as pessoas no Twitter, inclusive na Home Timeline, Explore, Search e outros lugares no serviço”, disse a empresa em um post no blog.

    A medida, que o Twitter disse que afetaria mais de 300 contas pertencentes à Rússia, reflete uma nova política que a empresa está divulgando para garantir o livre fluxo de informações.

    A política afirma que o Twitter não ampliará ou recomendará contas em sua plataforma administradas por governos que estejam “engajados em conflitos armados interestaduais” e que também estejam simultaneamente restringindo “o acesso a informações gratuitas”.

    A política está sendo invocada pela primeira vez contra a Rússia à luz de sua invasão da Ucrânia, e segue as preocupações expressas por grupos da sociedade civil de que as contas oficiais russas continuaram a promover propagandas sobre a guerra.

    “Essa medida reduz drasticamente a chance de que as pessoas no Twitter vejam tuítes dessas contas, a menos que as sigam”, disse Yoel Roth, chefe de integridade do site do Twitter, em postagem.

    O Twitter acrescentou que a política pode ser expandida no futuro para cobrir outras situações “além do conflito armado interestadual”.

    O anúncio do Twitter ocorre depois que os críticos destacaram a discrepância entre as ações anteriores da empresa para limitar a mídia estatal russa em sua plataforma – como conteúdo do Sputnik e RT – e sua abordagem comparativamente direta às contas do governo russo.

    Alguns, incluindo vários legisladores dos EUA, pediram que o Twitter banisse completamente as contas do governo russo.

    O anúncio de terça-feira não chega a uma proibição completa, em outro exemplo da corda bamba política que as empresas de mídia social tiveram que andar desde a invasão da Rússia.

    O governo russo coletivamente tem milhões de seguidores em várias contas, incluindo várias operadas pelo escritório do presidente russo Vladimir Putin, ministérios das Relações Exteriores e da Defesa da Rússia e missões diplomáticas.

    No mês passado, o Twitter removeu tuítes individuais da embaixada da Rússia no Reino Unido que contestavam fatos relatados sobre o bombardeio de um hospital na cidade de Mariupol, na Ucrânia, dizendo que os tuítes violavam as políticas do Twitter contra a negação de eventos violentos.

    Mas a conta foi deixada em paz, levando a pedidos por uma abordagem mais sistemática do Twitter e, finalmente, levando à nova política de terça-feira.

    Em um anúncio relacionado na terça-feira, o Twitter disse que começará a honrar uma disposição da Convenção de Genebra que proíbe a humilhação de prisioneiros de guerra.

    A plataforma agora pedirá que contas de mídia governamentais e estatais retirem o conteúdo com prisioneiros de guerra, disse, e aplicará rótulos de aviso a outros conteúdos com prisioneiros de guerra que possam ser considerados de interesse público.

    Usuários governamentais e não governamentais serão forçados a remover conteúdo do tipo se for compartilhado com a intenção de zombar, insultar ou pedir retaliação contra eles, acrescentou o Twitter.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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