Vencedoras do leilão do 5G assinam contratos para usar a tecnologia no Brasil

Empresas que vão operar as faixas no país terão que levar o 5G às 27 capitais até julho do ano que vem

REUTERS/Tingshu Wang

Fabrício Juliãodo CNN Brasil Business

em São Paulo

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O governo federal e as dez empresas vencedoras do leilão do 5G assinaram, nesta terça-feira (7), os contratos de radiofrequência para uso da tecnologia no Brasil. O evento ocorreu no Salão Nobre do Palácio do Planalto, por volta das 16h, e contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro e de ministros.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, ressaltou que os investimentos angariados no leilão. São R$ 47 bilhões no total, sendo que 42 bilhões serão para investimentos no setor e R$ 5 bilhões serão repassados para o Ministério da Economia.

“As empresas que aqui estão se comprometeram e vão honrar que as 27 capitais terão o 5G funcionando até julho do ano que vem. 5.570 cidades do Brasil receberão a tecnologia. São 9800 localidades que não tem internet, e o dinheiro desse leilão é para levar internet para essas localidades”, afirmou Faria.

Com as assinaturas dos contratos, as vencedoras do leilão estão autorizadas a operar as radiofrequências nas faixas de 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz; e 26 GHz.

O ministro das Comunicações também chamou a atenção para a conectividade do 5G em rodovias que ligam o país. “O 4G conectou pessoas, o 5G conecta indústrias. A rodovia é escoamento de produção, é preocupação dos caminhoneiros. Agora, eles podem estudar e baixar um curso durante o tempo em que eles ficam sem ter o que fazer. A gente vai conectar todas as estradas”, disse.

O ministro também abordou em seu discurso o uso da tecnologia em escolas e a atração de capital estrangeiro no Brasil, com a vinda de possível empresas ao país.

“Das 85 mil escolas, 72 mil receberão o 5G da internet das coisas, o que vai fazer com que a gente tenha uma evolução, transforme o Brasil na economia digital, em um hub de inovação”, disse.

Por fim, o ministro ainda levantou a possibilidade sobre a instalação de um planta de semicondutores de chip, que hoje está em falta no mundo. “Só temos três dessa no mundo todo e a gente está negociando para trazer uma ao Brasil”, concluiu.

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