Via Varejo, dona da Casas Bahia, registra lucro de R$ 132 milhões no 2º tri

A companhia, dona das redes Casas Bahia e Ponto, além do banco digital Banqi, registrou uma receita bruta no conceito GMV de R$ 11,4 bilhões

Loja das Casas Bahia, rede que pertence à Via Varejo, em São Paulo (SP)
Loja das Casas Bahia, rede que pertence à Via Varejo, em São Paulo (SP) Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

Da Reuters

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A Via Varejo divulgou nesta quarta-feira que o lucro líquido do segundo trimestre cresceu 103% ante mesmo etapa de 2020, a R$ 132 milhões, apoiado no forte crescimento no comércio eletrônico, na esteira de medidas de isolamento social.

A companhia, dona das redes Casas Bahia e Ponto, além do banco digital Banqi, registrou uma receita bruta no conceito GMV de R$ 11,4 bilhões, expansão de 51% sobre o desempenho do mesmo período do ano passado.

Segundo a empresa, cerca de 65% do GMV deveu-se às vendas digitais, que corresponderam a cerca de R$ 7,5 bilhões, incremento de 35,7% na base anual.

“Começamos o ano com 10 mil vendedores em nossa plataforma e em julho já batemos 70 mil”, afirmou a companhia em comentário sobre o desempenho. O número de produtos disponíveis (SKUs) disparou de 3 milhões em março do ano passado para quase 30 milhões no final de junho deste ano.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 485 milhões, queda de 12,6% na comparação anual, com a margem encolhendo 4,4 pontos, para 6,2%. Analistas esperavam Ebitda de R$ 550 milhões, segundo a Refinitiv.

Focada em acelerar seu crescimento no comércio eletrônico ante grupos como Mercado Livre, Magazine Luiza e Americanas, a Via Varejo registrou salto de 47% nas despesas de vendas, gerais e administrativas, atingindo R$ 2 bilhões.

Segundo a empresa, a comparação “fica prejudicada” já que no segundo trimestre de 2020 o governo federal ofereceu medidas que beneficiaram as empresas por conta do cenário de pandemia, incluindo suspensão de contratos de trabalho, postergação e ou suspensão de pagamento de aluguéis e outros benefícios.

A companhia totalizou pouco mais de 4 milhões de clientes ativos no crediário em junho e com uma carteira de R$ 4,74 bilhões, aumento de 53% ante mesmo período de 2020.

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