Artemis II envia astronautas à Lua após 50 anos: entenda o que está em jogo
Missão da Nasa testará sistemas essenciais para futuras etapas que levarão humanos à superfície lunar
Mais de 50 anos após a última vez que o ser humano pisou na Lua, em 1972, com o programa Apollo, a Artemis II se prepara para dar novos passos rumo ao satélite natural da Terra. A missão da Nasa será a primeira viagem tripulada do novo programa e deve marcar o retorno dos astronautas ao espaço profundo.
O lançamento está previsto para ocorrer no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e levará quatro astronautas em uma viagem de aproximadamente 10 dias. A espaçonave Orion, lançada pelo foguete SLS, fará um sobrevoo ao redor da Lua antes de retornar à Terra.
A missão não prevê pouso, mas funciona como um teste essencial para futuras etapas do programa, que têm como objetivo levar novamente humanos à superfície lunar. Durante o voo, a Nasa vai testar sistemas fundamentais, como suporte à vida, duração do oxigênio e desempenho da cápsula com tripulação a bordo.
A expectativa é que a Artemis II leve o ser humano ao ponto mais distante já alcançado no espaço em uma missão tripulada, ao contornar a órbita lunar. Especialistas apontam que a missão também pode abrir caminho para novas descobertas científicas sobre o ambiente da Lua.
A reportagem de Mariana Janjácomo, exibida no Primetime de sexta-feira (27), mostra que a nova corrida espacial também tem impacto geopolítico, com países como a China ampliando seus programas lunares e aumentando a disputa por protagonismo no espaço.
"Tem esse componente geopolítico importante na competição, na nova corrida espacial que está acontecendo com a China, principalmente. Tem alguns outros atores aparecendo também como a Índia. Então, eu acho que é importante para os Estados Unidos, nesse caso, tentar, de certa forma, manter a hegemonia num cenário internacional que a gente sabe que está complicado atualmente", explicou o Professor Thiago Gonçalves, à CNN Brasil.
A tripulação da missão também marca um avanço em diversidade. O comandante será Reid Wiseman, acompanhado pelo piloto Victor Glover — que pode se tornar o primeiro astronauta negro a viajar em direção à Lua —, além de Christina Koch, que será a primeira mulher em uma missão lunar, e o canadense Jeremy Hansen.
O nome Artemis faz referência à mitologia grega e estabelece um paralelo com o programa Apollo — Artemis é irmã gêmea de Apolo.


