Artemis: veja a evolução da sala de controle da Nasa para missões espaciais

Centros se tornaram cada vez mais tecnológicos e estratégicos para o sucesso das missões à Lua; agência lança foguete nesta quarta-feira (1) e marca o retorno de missões tripuladas ao satélite lunar

Yasmin Silvestre, da CNN Brasil, São Paulo
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A Nasa lança nesta quarta-feira (1º) o foguete Space Launch System (SLS) em direção à Lua. O lançamento faz parte do programa Artemis, que está em sua segunda fase e marca o retorno de missões tripuladas ao satélite lunar após mais de 50 anos do fim do Programa Apollo.

Para se comunicar com os astronautas e monitorar a viagem em órbita lunar — que deve durar cerca de 10 dias —, equipes da Nasa trabalham em salas de controle equipadas com computadores e sistemas avançados de análise de dados.

Mas como essa tecnologia evoluiu ao longo das décadas? A CNN Brasil mostra para você.

Projeto Mercury

Um dos primeiros grandes projetos da agência espacial foi o Projeto Mercury. O objetivo era colocar um homem em órbita da Terra e trazê-lo de volta com segurança. A longo prazo, o programa também buscava desenvolver tecnologias que possibilitassem a chegada à Lua. Essa meta foi concretizada posteriormente pelos programas Gemini e Apollo.

A primeira sala de controle foi instalada em Cape Canaveral e serviu de modelo para centros operacionais utilizados até hoje.

No local, a parede frontal exibia um grande mapa-múndi com a trajetória da cápsula. Acima dele, cinco relógios mostravam informações essenciais: Hora Média de Greenwich (GMT), número da órbita, contagem regressiva, tempo decorrido e o tempo até a reentrada. Gráficos laterais exibiam dados de telemetria coletados por estações de rastreamento ao redor do mundo.

O diretor de voo durante o Mercury foi Christopher Kraft, responsável por criar o conceito de controle de missão, ele é um elemento crucial para o sucesso dos voos espaciais tripulados dos Estados Unidos.

Projeto Gemini

No Projeto Gemini, a Nasa inaugurou uma nova sala de controle em Houston, no então Centro de Naves Espaciais Tripuladas. A missão Gemini 4 foi uma das primeiras a ser parcialmente monitorada a partir desse local.

Outra instalação importante foi inaugurada em 1964 no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL). Nesse centro, engenheiros acompanhavam o fluxo de dados das missões, enquanto astronautas podiam se comunicar com a Terra por meio da Rede de Espaço Profundo da Nasa.

Projeto Apollo

O Programa Apollo se tornou um marco na história ao levar 12 astronautas à superfície da Lua.

Durante a missão 10, ainda no edifício 30, em 1969 uma transmissão de televisão em cores estava sendo recebida da Apollo 10. Uma das maiores da tecnologia da época.

A Apollo 13 ficou marcada na história após u uma situação de emergência. Após a explosão de um tanque de oxigênio, o pouso lunar foi cancelado. Os astronautas Jim Lovell, John Swigert e Fred Haise conseguiram contornar a Lua e retornar à Terra com segurança em 17 de abril de 1970.

Durante a crise, a sala de controle em Houston operou em nível máximo, com equipes trabalhando continuamente para garantir a sobrevivência da tripulação — um dos episódios mais emblemáticos da exploração espacial.

Projeto Artemis

Agora, o programa Artemis busca retomar a presença humana na Lua, utilizando tecnologias muito mais avançadas.

Em 2020, equipes da missão participaram de simulações de contagem regressiva no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. As imagens impressionam visto a nova qualidade dos sistemas depois de mais de 50 anos do fim das missões Apollo.

Já em junho de 2025, cientistas da Artemis II realizaram, pela primeira vez, uma simulação completa na nova Sala de Avaliação Científica, no Centro Espacial Johnson, em Houston. O objetivo foi testar a coordenação das atividades científicas que serão realizadas durante a missão e nas futuras viagens tripuladas ao satélite.