Cachorro canhoto ou destro? Saiba como identificar
Novo método científico avalia a preferência das patas e revela traços de personalidade e saúde dos animais

Assim como os seres humanos, os cães apresentam uma preferência pelo uso de um dos lados do corpo, fenômeno conhecido como lateralidade. Pesquisadores da Universidade de Bari Aldo Moro, na Itália, desenvolveram o "Inventário de Doginburgh", um sistema de testes inspirado em protocolos humanos para identificar se um cão é canhoto, destro ou ambidestro.
A definição da pata dominante é um indicador importante, pois está correlacionada ao comportamento e até à resposta imunológica do animal.
Como realizar o teste em casa
Para identificar a lateralidade, o método científico sugere a observação do animal em tarefas de manipulação e locomoção. Os tutores podem aplicar quatro testes simples:
- Estabilização: Observe qual pata o cão utiliza para segurar um brinquedo recheado com comida.
- Alcance: Coloque um petisco sob um móvel baixo e registre qual pata ele usa para tentar retirá-lo.
- Primeiro passo: Ao descer uma escada, note qual pata inicia o movimento de descida.
- Deslocamento: Observe o membro utilizado primeiro ao descer um degrau comum durante um passeio.
O que a ciência revela sobre os resultados
Enquanto na população humana a prevalência de canhotos é de cerca de 10,6%, nos animais esses números variam e não há uma dominância tão acentuada do lado direito.
No caso dos gatos, por exemplo, cerca de 78% apresentam preferência por um dos lados, e dois terços tendem a dormir sobre o lado esquerdo do corpo para manter o hemisfério direito do cérebro alerta contra ameaças.
Nos cães, a lateralidade oferece pistas sobre o temperamento. Estudos indicam que cães canhotos tendem a ser mais cautelosos ou "pessimistas" em situações novas.
Já animais ambidestros — que não possuem um lado dominante definido — costumam demonstrar maior sensibilidade e medo de sons fortes, como tempestades e fogos de artifício.
Além disso, cães destros treinados para pastoreio podem apresentar comportamentos mais agressivos com o rebanho.
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Identificar essa característica auxilia no manejo diário e no bem-estar, permitindo que tutores compreendam melhor as reações emocionais dos pets.


