China lança foguete reutilizável Longa Marcha-12B pela primeira vez; veja
Foguete colocou em órbita um grupo de satélites da Constelação Qianfan; missão foi considerada um sucesso total e marcou a 647ª operação da série de foguetes Longa Marcha
A China lançou com sucesso, nesta segunda-feira (1º), o foguete Longa Marcha-12B em seu voo inaugural. O lançamento ocorreu às 16h40 no horário de Pequim, a partir da zona-piloto de inovação espacial comercial Dongfeng, no noroeste chinês.
Segundo a agência estatal Xinhua, o foguete colocou em órbita um grupo de satélites da Constelação Qianfan. A missão foi considerada um sucesso total e marcou a 647ª operação da série de foguetes Longa Marcha.
Veja:
🇨🇳 ¡CHINA acaba de sorprender a todos con el sorpresivo primer lanzamiento del cohete Chang Zheng 12B!
El CZ-12B, con tamaño similar al Falcon 9, está diseñado para ser reutilizable. pic.twitter.com/cZPPmPtDZ3
— Frontera Espacial (@FronteraSpacial) June 1, 2026
O Longa Marcha-12B possui dois estágios e foi desenvolvido pela China Aerospace Science and Technology Corporation. De acordo com os desenvolvedores, o primeiro estágio do foguete foi projetado para ser reutilizável, com recuperação por pouso propulsivo.
O modelo utiliza querosene e oxigênio líquido (LOX) como propelentes nos dois estágios. O lançamento faz parte do avanço da corrida espacial chinesa e aos investimentos do país em tecnologias reutilizáveis para reduzir custos de missões espaciais.
Corrida espacial
Enquanto os Estados Unidos desenvolvem seu programa espacial através de parcerias público-privadas, envolvendo empresas como SpaceX, Blue Origin e Lockheed Martin, a China adota um modelo mais centralizado no estado.
A disputa entre as potências China e Estados Unidos tem motivações que vão além da ciência.
A exploração mineral da Lua é um dos principais interesses, mas há também aspectos de defesa nacional. Bases lunares podem eventualmente ser utilizadas para a proteção de territórios na Terra, oferecendo vantagem estratégica para quem primeiro estabelecer presença permanente no satélite.
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Outro ponto crucial nesta corrida espacial é que a potência que chegar primeiro terá maior capacidade de moldar as regras de exploração lunar.
Apesar do Tratado do Espaço Sideral de 1967 estabelecer que o espaço é patrimônio da humanidade, na prática, quem estabelecer presença primeiro terá vantagens significativas na exploração dos recursos disponíveis.

