Cientistas encontram vermes inesperados no deserto mais seco do mundo
Estudo revela diversidade de criaturas microscópicos vivendo nos solos do Deserto do Atacama

Pesquisadores descobriram uma diversidade surpreendente de pequenos vermes conhecidos como nematoides vivendo nos solos do Deserto do Atacama, no Chile — considerado o deserto não polar mais seco do planeta.
O estudo investigou a biodiversidade e os padrões de vida desses organismos microscópicos em diferentes regiões do deserto, revelando que mesmo em condições hiperáridas o solo pode abrigar comunidades relativamente ricas de vida.
Os cientistas coletaram amostras de solo em seis áreas que representam diferentes micro-habitats do Atacama, incluindo regiões montanhosas, vales alcalinos, dunas de areia e áreas de lagos salinos.
Entre os locais analisados estão o Altiplano, Aroma, Eagle Point/San Francisco, Paposo, as dunas de Totoral e o Salar de Huasco.
A principal forma de vida encontrada e investigada pelo estudo foram os nematoides de solo, que são vermes cilíndricos microscópicos amplamente abundantes em diversos ecossistemas.
Os pesquisadores analisaram 393 morfótipos de nematoides usando características físicas e sequenciamento genético de DNA para identificar espécies, relações evolutivas e formas de reprodução.
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Os nematoides também funcionam como bioindicadores da saúde do solo. Em algumas regiões, como áreas próximas ao Salar de Huasco e Paposo, presumidamente espécies associadas a ecossistemas mais complexos e estáveis, mas que também podem ser mais sensíveis a distúrbios ambientais.
Já em áreas como o Altiplano e as dunas de Totoral, foram encontrados principalmente organismos mais resistentes a ambientes instáveis, geralmente associados a ecossistemas mais simples.


