Estudante cria poeira cósmica artificial que pode explicar origem da vida

Pesquisa na Universidade de Sydney simula condições estelares para entender a formação de moléculas orgânicas no espaço

Beto Souza, da CNN Brasil, São Paulo
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A estudante de doutorado Linda Losurdo, da Universidade de Sydney, recriou em laboratório uma poeira cósmica artificial utilizando gases simples e eletricidade.

O experimento simula as condições extremas encontradas nas proximidades de estrelas e supernovas para produzir nanopartículas que funcionam como análogas ao material espacial.

Simulação de condições estelares

Para gerar o material, Losurdo utilizou nitrogênio, dióxido de carbono e acetileno dentro de um tubo de vidro sob vácuo. Ao aplicar 10.000 volts, foi criado um estado de plasma, permitindo que os átomos se ligassem e formassem a poeira.

Esse processo é um método para estudar como o carbono se transforma em estruturas complexas antes de chegar à Terra em meteoritos.

Impacto na busca pelas origens da vida

A poeira cósmica atua como catalisadora para moléculas orgânicas, incluindo aminoácidos, que são os blocos de construção das proteínas.

Segundo o estudo publicado no The Astrophysical Journal, a criação desse análogo laboratorial permite investigar se os componentes essenciais para a vida surgiram na Terra ou no espaço.

Especialistas indicam que a descoberta reforça a ideia de que os ingredientes químicos necessários para a vida podem estar disponíveis em sistemas planetários por toda a galáxia.

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