Foguete da SpaceX pode criar nova cratera e pluma de poeira na Lua
O impacto ocorrerá às 3h35 de quarta-feira e poderá ser observado com equipamentos específicos, apesar da incerteza sobre o brilho

Um estágio superior descartado do foguete Falcon 9, da Space X, deverá atingir a superfície da Lua na madrugada da quarta-feira (5), às 3h35min37s, no horário de Brasília e pode resultar em um clarão.
Identificado como 2025-010D, o estágio tem aproximadamente quatro toneladas e deve atingir a Lua a 2,43 quilômetros por segundo, equivalente próximo a 8.700 quilômetros por hora.
O clarão pode acontecer com margem de erro de apenas segundos e alguns quilômetros de incerteza, e vai atingir um ponto próximo à cratera Einstein, junto ao limbo iluminado da Lua. Modelos científicos estimados conforme a massa e orientação do foguete indicam que a colisão pode abrir uma nova cratera de dezenas de metros.
Segundo o Urânia Planetário, o clarão causado por essa colisão pode durar menos de um segundo, mas a intensidade de seu brilho é imprevisível. Isso porque a região estará sendo iluminada pelo Sol, o que pode reduzir o contraste e não permitir a observação a olho nu.
Contudo, é possível tentar visualizar o momento através de um telescópio e uma câmera capaz de gravar em alta velocidade.
Além disso, os pesquisadores visam a possível formação de uma pluma de poeira e fragmentos. Através dos resultados de uma simulação, os cientistas estimam que a pluma pode alcançar entre 15 e 20 quilômetros de altura, enquanto uma estrutura central mais estreita poderia atingir dezenas de quilômetros.
A posição em que acontecerá a pluma de poeira, próxima ao limbo lunar, poderá ser visualizada em contraste com o fundo escuro do espaço.

Contudo, em observações divulgadas nesta terça-feira (4), foi indicado que o ponto calculado mudou minimamente, para uma região mais escondida da borda da Lua, fator que pode alterar a visualização a partir da Terra.
A colisão não apresenta perigo para a Terra e não causará alterações perceptíveis na órbita da Lua, apenas formando crateras, movimentando poeira lunar e riscos futuros com detritos espaciais.


