Ignição principal do motor é aprovada e tripulação da Artemis partirá à Lua

A queima de injeção translunar impulsionará a Orion em direção ao satélite na noite desta quinta-feira (2)

Asuka Koda, da CNN
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O centro de controle da missão da Nasa informou que o diretor de voo, Jeffrey Radigan, contatou os astronautas, dizendo que a equipe de gerenciamento da missão no Centro Espacial Johnson autorizou a queima de injeção translunar.

A queima está programada para ocorrer às 19h49 (horário do leste dos EUA), 20h49 de Brasília, e deve durar 5 minutos e 49 segundos. Isso significa que a espaçonave Orion foi revisada e considerada pronta para seguir rumo à Lua.

Esta é a última grande ignição dos motores de toda a missão.

A queima de injeção translunar impulsionará a Orion em direção à Lua e a colocará na trajetória de retorno livre que trará a tripulação de volta à Terra para o pouso no mar.

Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e o astronauta da Agência Espacial Canadense, Jeremy Hansen — estão dentro da cápsula Orion.

Toda a cabine da Orion tem 9,35 metros cúbicos de espaço habitável, aproximadamente o tamanho de duas minivans, o que representa quase 60% mais espaço do que o módulo de comando Apollo.

A missão

Com duração estimada de dez dias, a Artemis II seguirá uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave será impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garantirá o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas.

A tripulação passará os primeiros um ou dois dias em órbita terrestre alta realizando extensas verificações de sistemas. Isso inclui testar os sistemas de suporte à vida, propulsão, navegação e comunicação da Orion para garantir que a espaçonave esteja pronta para seguir para o espaço profundo.

No ponto de maior aproximação, os astronautas poderão observar a Lua em um tamanho aparente semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço. A missão não prevê pouso na superfície lunar. O principal objetivo é testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.