Missão Artemis II para a Lua: veja o que os astronautas vão comer no espaço

Sem refrigeração ou reabastecimento, cardápio é planejado para garantir segurança, nutrição e praticidade durante missão ao redor da Lua

Thomaz Coelho, da CNN Brasil, São Paulo
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A alimentação da missão Artemis II, da Nasa, é planejada para garantir a saúde e o desempenho da tripulação durante toda a viagem ao redor da Lua. Como a nave Orion não permite reabastecimento, refrigeração ou envio de alimentos após o lançamento, todas as refeições precisam ter longa duração e serem seguras para consumo no espaço.

A seleção do cardápio leva em conta fatores como validade, valor nutricional, hidratação, preferências dos astronautas e limitações de peso e volume da nave. Os alimentos também precisam ser fáceis de preparar e consumir em microgravidade, além de evitar a formação de migalhas, que podem comprometer equipamentos.

Ao todo, o menu conta com 189 itens diferentes e mais de 10 tipos de bebidas, incluindo café, chá verde, smoothies e bebidas aromatizadas. Entre os alimentos mais comuns estão tortillas, pão achatado de trigo, quiche de vegetais, salsicha de café da manhã, cuscuz com castanhas, salada de manga, granola com mirtilo, carnes, vegetais e massas.

O cardápio também inclui opções doces, como pudim, cookies, bolos e chocolate, além de complementos como mel, manteiga de amendoim, geleia e canela. Para temperar as refeições, cinco tipos de molho picante serão levados na missão.

Em um dia típico — sem considerar lançamento e reentrada — os astronautas têm horários definidos para café da manhã, almoço e jantar, com direito a duas bebidas aromatizadas por dia.

Alimentos frescos não serão levados, justamente pela falta de refrigeração. Por isso, a missão utiliza itens com longa vida útil, garantindo segurança alimentar durante todo o período no espaço e reduzindo riscos operacionais dentro da nave.

Preparativos finais

As equipes da Nasa, que atuam no Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida (EUA), continuam preparando o foguete SLS (Space Launch System), de 98 metros, e a espaçonave Orion para o lançamento tripulado, previsto para 1º de abril.

Após serem levados para a plataforma de lançamento 39B sobre o lançador móvel em 20 de março, as equipes começaram a fixar o foguete e a espaçonave à infraestrutura da plataforma para garantir o fornecimento de energia e a comunicação com as equipes de lançamento e em solo.

Segundo às informações, as cestas de saída de emergência foram conectadas ao lançador móvel e o braço de acesso da tripulação foi estendido para permitir o acesso à Sala Branca – o local onde a equipe poderá acessar a Orion.

Nos dias que antecedem o lançamento, os técnicos realizarão testes de engenharia específicos da plataforma para verificar a conectividade das munições no sistema de terminação de voo, testes de radiofrequência para o estágio central e a espaçonave Orion, e concluirão os ajustes finais do foguete e a espaçonave antes de iniciar a contagem regressiva para o lançamento.