Mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras? Estudo revela padrão

Descobertas são consideradas fundamentais para o desenvolvimento de novos repelentes e estratégias de controle de doenças transmitidas por vetores

Beto Souza, da CNN Brasil, São Paulo
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Um estudo científico, publicado na revista iScience, investigou se alguns indivíduos são mais propensos a atrair mosquitos do que outros. Os pesquisadores descobriram que cada espécie de mosquito possui preferências distintas, o que significa que uma pessoa altamente atraente para um tipo de mosquito pode não ser para outro.

A amostragem esteve focada nas espécies Aedes aegyptiAedes albopictus e Culex quinquefasciatus. A análise revelou que essa variação é influenciada por assinaturas moleculares específicas, incluindo a composição dos micro-organismos da pele e os odores corporais exalados.

Dados indicam que o Aedes aegypti apresenta uma leve predileção por voluntários do sexo masculino, enquanto as outras espécies não mostraram tal viés. O motivo exato ainda não foi totalmente compreendido

O que torna as pessoas mais atraentes para mosquitos?

A atratividade de um indivíduo para os mosquitos é altamente variável e depende diretamente da espécie do mosquito em questão, sendo influenciada por bactérias na pele e de odores corporais.

O odor corporal humano é gerado principalmente pela biotransformação de secreções da pele - que originalmente não têm cheiro - em compostos orgânicos voláteis. O estudo identificou que diferentes espécies de mosquitos preferem conjuntos distintos de odores e bactérias, embora existam sinais comuns entre elas.

Três compostos químicos se mostraram mais prevalentes em indivíduos altamente atraentes para todas as três espécies de mosquitos: butanoato de etil 2-metila (ethyl 2-methylbutanoate), formato de (E)-2-hexen-1-ol ((E)-2-hexen-1-ol formate) e alfa-pineno (alpha-pinene).

O trabalho destacou como a evolução moldou diferentes mecanismos sensoriais em mosquitos para localizar seus hospedeiros humanos.