Nasa mostra como é a Terra iluminada artificialmente durante a noite

Análise feita entre 2014 e 2022 revela os locais que sofreram alteração de clareamento e escurecimento

Ana Clara Machado, da CNN Brasil*, São Paulo
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Novas imagens registradas pelos satélites da Nasa revelam os locais que sofreram alteração de clareamento e escurecimento artificiais durante a última década. A equipe de estudo da Universidade de Connecticut utilizou um novo algoritmo para analisar 1,16 milhão de imagens coletadas por volta de 1h30 da manhã, no horário local, todos os dias durante nove anos, pelo conjunto de radiômetros de imagem visível e infravermelha (VIIRS).   

A análise é realizada por sensores, do tamanho de uma geladeira, que orbitam a Terra a mais de 25.750 km/h. Eles estão a bordo de satélites de ciências da Terra lançados e operados pela Nasa e pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).   

Segundo a análise, que se estendeu de 2014 a 2022, a produção doméstica de petróleo e gás natural atingiu níveis recordes, impulsionada por avanços tecnológicos. 

As imagens ainda apontam ciclos de intensa queima de gás em regiões centrais dos EUA, que ocorre em poços de petróleo quando o excesso de gás é liberado. Durante o processo de queima, é liberado dióxido de carbono e fuligem, entre outras substâncias.  

Os cientistas responsáveis pelo estudo apontam que diversos setores utilizam dados de luz noturna da Nasa para entender como a energia se move pelas redes elétricas, gasodutos e cadeias de suprimentos em tempo real.  

Os pesquisadores descobriram que a luminosidade global aumentou 34% durante os nove anos, mas que esse aumento camufla grandes áreas de escurecimento.  

Foi concluído que, internacionalmente, a luminosidade noturna aumentou, principalmente, na China e no norte da Índia. 

Já na França (uma redução de 33%), no Reino Unido (redução de 22%) e na Holanda (redução de 21%), houve uma grande redução luminosa que coincide com as medidas de economia de energia.  

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Além disso, a região entre Ucrânia e Rússia também apresenta uma drástica redução de luminosidade em 2022, quando o conflito teve início.  

Os instrumentos inseridos nos satélites que realizam o estudo, conseguem detectar luz em comprimentos de onda que vão do visível ao infravermelho térmico. 

*Sob supervisão de AR.