Tecnologia no campo ajuda a rastrear rebanho bovino
Brincos eletrônicos são capazes de fornecer dados precisos sobre geolocalização, temperatura corporal e contagem de passos do animal, permitindo monitorar sua saúde e localização em tempo real.

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos na produção de carne bovina em 2025, assumindo a liderança global com um volume recorde de 12,35 milhões de toneladas. Neste cenário promissor, a rastreabilidade do rebanho tornou-se um apoio estratégico fundamental para a pecuária brasileira, especialmente para garantir mercados internacionais mais exigentes.
A tecnologia de rastreamento bovino, ainda em fase inicial de implementação no país, utiliza brincos eletrônicos que pesam apenas 19 gramas e são colocados nas orelhas dos animais. Estes dispositivos são capazes de fornecer dados precisos sobre geolocalização, temperatura corporal e até mesmo contagem de passos do animal, permitindo monitorar sua saúde e localização em tempo real.
Benefícios financeiros e comerciais
Além da rastreabilidade para exportação, esta tecnologia resolve um problema crítico do setor. O mercado financeiro não reconhece os 230 milhões de cabeças de gado no Brasil porque não há a prova viva para prover crédito ao produtor Com o rastreamento, o produtor pode ter acesso facilitado a linhas de crédito e melhores taxas.
Atualmente, o mercado financeiro enxerga o produtor rural como uma média, não como um indivíduo identificado por seu desempenho. Na hora de pagar, o mau e o bom produtor adquirem crédito com a mesma taxa. A tecnologia vem para sanar este problema, fornecendo dados que permitem uma melhor gestão e mais recursos financeiros para o agronegócio.
Desafios para implementação em larga escala
Apesar dos benefícios, apenas cerca de 100 mil animais dos 230 milhões do rebanho brasileiro contam com esta tecnologia, representando um percentual muito baixo. Um dos principais desafios é a necessidade de conectividade 4G nas fazendas, o que limita a adoção em muitas regiões rurais do país.
O custo atual da tecnologia é de aproximadamente 12 centavos por animal por dia, valor que ainda não é totalmente acessível para todos os produtores. Como ocorre com outras tecnologias, o preço tende a diminuir com o tempo.



