Vanessa Mesquita
Coluna
Vanessa Mesquita

Campeã do BBB 14 e formada em Propaganda e Marketing, atua como médica-veterinária e ativista da causa animal, e fundou o Instituto Pet Van, que protege animais

7 pontos secretos do contrato do BBB que você não sabia

Documento do reality show é rigoroso ao vetar discussões sobre partidos ou levantar bandeiras políticas e religiosas dentro da casa

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O Big Brother Brasil é um programa cheio de mistérios e o público sempre inventa algumas teorias mirabolantes para justificar algumas coisas que acontecem dentro da casa, mas, acreditem, nada do que acontece no programa é combinado. Pelo menos em 2014, quando fui a campeã, não foi!

Ana Paula Renault se recusou a usar um figurino determinado pela produção e muita gente nas redes sociais pediu a expulsão dela por quebrar o contrato do reality, mas não há uma cláusula contratual que determine isso. Pode ser, inclusive, que a produção comece a colocar um tópico que obrigue o participante a usar o figurino, mas isso ainda não existe.

Quando fui confinada em um hotel antes de entrar no BBB, apareceu uma advogada no meu quarto para me explicar os principais pontos do contrato, até mesmo para eu tirar dúvidas sobre o que aquilo significava. Nesse documento constavam algumas informações, como o valor que recebemos por semana (naquela época) e até mesmo alguns parágrafos que descreviam o que poderia causar a expulsão do reality.

Um item que é bem rigoroso no contrato é sobre política, então não podemos entrar em discussões sobre esse assunto. Em hipótese alguma podemos levantar bandeiras para qualquer partido político e nem discutir religião. Acredito que, de uns anos para cá, os contratos estejam mais flexíveis.

Agora vou contar para vocês alguns tópicos desse documento secreto que só quem já entrou no BBB tem acesso:

  • Todo participante precisa ter cuidado com as roupas das festas. É nossa responsabilidade zelar por elas e entregar os figurinos intactos;
  • Usar o figurino escolhido pela produção: eles se baseiam em nosso estilo para compor os figurinos. Por exemplo, na minha chamada do programa, eu usava um coturno, então eles sempre priorizavam manter meu estilo usando coturno;
  • Antigamente não podíamos falar do valor que recebíamos semanalmente. Acredito que até hoje seja sigilosa essa informação, mas em 2014 a gente ganhava o valor de R$ 250 por semana;
  • Você não pode desdenhar de merchandising. Não ganhamos absolutamente nada por cada publicidade veiculada pelo programa, mas, se provocarmos alguma indisposição com os contratantes, podemos ter uma punição grave, e somos obrigados a participar de todas as ações;
  • Quando as provas eram externas, fora dos Estúdios Globo, muitas vezes íamos de carro ou helicóptero para o local (lembro de ir para uma fazenda na época) e era extremamente proibido falar o que aconteceu fora. Por exemplo, eu passei mal e tive que tomar um refrigerante, que era concorrente do patrocinador na época;
  • No caso dos campeões, ficamos até um ano sendo “obrigados” pelo contrato a fazer todos os programas da Rede Globo, quando solicitado;
  • Em hipótese alguma podemos dar entrevista a outra emissora durante o período de vigência do contrato.
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