BBB 26: como a saída de Cowboy deixou o jogo morno e esfriou Ana Paula
A eliminação do vilão estratégico deixou o jogo sem grandes embates, tirando o brilho da reta final do reality show

As últimas duas eliminações do BBB 26 mexeram com o jogo de formas bem diferentes. Pode parecer loucura o que estou dizendo, mas a saída do Alberto Cowboy deixou o jogo do Big Brother morno, enquanto a saída de Solange não fez diferença alguma para o movimento do reality.
Bem ou mal, Cowboy tinha o enredo perfeito do vilão e uma rixa de novela e embates maravilhosos com Ana Paula Renault: tinha entrega, tinha jogo, farpas e humor. Com certeza, o público perde e muito com a eliminação dele!
Gosto muito da Ana Paula, mas ela pode perder destaque no BBB 26 sem alguém à altura para combater, um jogador como Alberto ou Jonas para jogar de igual para igual. Outro enredo maravilhoso (que eu amava) era o casal de fanfic Ana e Jonas, que também se perdeu. Quem não shippava eles, gente?
Alberto era o estrategista do grupo, é inteligente, jogava bem, ganhava muitas provas, que até nos dava nervoso. Mas é isso que importa: o quanto você luta para permanecer no jogo. E ele lutou, viu!
A eliminação do Cowboy mostra que as pessoas mais plantas, como Samira, que foram comendo pelas beiradas, vão chegando à final, enquanto jogadores fortes que entregam enredos vão embora e fazem com que o programa perca a força na reta final.
Veja, por exemplo, Marcielle e Leandro Boneco, que continuam sem história no programa e ficam ali... na geladeira! Até a Chaiany, que teve seu momento de destaque, também se escorou no Babu Santana e virou uma grande planta fumante no jogo.
Isso sem falar da Solange! Você sentiu falta dela no jogo? Eu não. A atriz foi eliminada pelas falas bem problemáticas no programa, das quais ela mesma se mostrou arrependida e chorou quando conversou sobre isso com Ana Maria Braga. Aliás, ela deveria ter sido indicada ao Paredão lá no começo do programa para não ter se queimado tanto.
Acho que a final devia ter sido sobre Alberto e Ana. Se os dois tivessem duelado "até a morte" (digo, eliminação) na grande final, seria a coroação perfeita de uma história que começou logo nos primeiros dias de confinamento. Seria uma maneira incrível de nos prender diante da TV e do pay-per-view, sempre imaginando "quem será o grande campeão?"
Agora a gente vive uma reta final com uma campeã completamente definida e vamos acompanhar um BBB 26 de Ana Paula brilhando à frente das câmeras, sem antagonistas à altura e com o resultado da final muito antes do previsto. Será que tem graça?



