Músico surpreendeu membros da Ku Klux Klan em show e ganhou "nova missão de vida"
Veterano decidiu mudar vidas com argumentos históricos, lógica e generosidade depois de surpreender membro de seita de ódio após realizar um show

Um músico dos Estados Unidos chamado Daryl Davis se tornou um símbolo na luta contra o racismo no país. Ele ficou conhecido por conversar diretamente com membros da Ku Klux Klan, que pregam o ódio contra pessoas negras, o encontro serviu como o início de uma "nova missão de vida" para ele, que passou a buscar combater todas as formas de preconceito.
A história foi relatada no documentário "Accidental Courtesy: Daryl Davis, Race & America", de 2016, mostra como o veterano usou sua generosidade, argumentos históricos e lógica simples para desafiar os preconceitos de grupos que se intitulam racistas com orgulho.
O principal foco de Daryl Davis é conversar com membros da Ku Klux Klan, um grupo extremista que surgiu nos Estados Unidos em 1865 com o objetivo de pregar a supremacia branca no país. Ainda hoje há pessoas que se identificam com os ideais da seita, mas que são desafiadas por americanos como o músico.
A jornada de Davis começou quando, na juventude, ele tocou brevemente em uma banda de música country, até que um espectador religioso se ofereceu para lhe pagar uma bebida. Na ocasião, o homem disse que nunca havia socializado com uma pessoa negra antes, justamente por ser membro da KKK.
Daryl questionou "como você pode me odiar se nem me conhece?", e passou a aplicar essa mesma pergunta a outras pessoas que seguiam a mesma filosofia de ódio. Ele desenvolveu relações com líderes de grupos neonazistas e organizações que pregam o "poder branco" para desfazer crenças de ódio.
Em casa, o músico passou a guardar diversas vestes usadas por membros dessas seitas nos cerimoniais que realizam para reforçar a supremacia que acreditam ter sobre outras raças. Ele usa esses artefatos como um museu para contabilizar todas as vezes que conseguiu desfazer o preconceito da mente de alguém.
As ideias de Daryl Davis, no entanto, não são bem aceitas por membros de outros movimentos ativistas, como o Black Lives Matter, segundo o que mostra o documentário. Há quem veja a missão do veterano como "um fetiche" ou uma perda de tempo, já que pessoas preconceituosas dificilmente mudariam seus ideais por meio de argumentos.
Do outro lado, líderes da KKK, como o pastor Thomas Robb, fecham os ouvidos sobre qualquer assunto que contradiga seus preconceitos.
Como está hoje?
Atualmente, Daryl Davis tem 68 anos e se define nas redes sociais como um "quebrador de barreiras".
Ele segue publicando seus feitos nas redes sociais, quando consegue "converter" um racista em uma pessoa que revê os próprios conceitos.
"No momento em que você percebe que o racismo é aprendido, você começa a se perguntar se ele pode ser desaprendido. Minha vida tem sido dedicada a provar que pode", avalia ele.
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