Steve Jobs e o ensinamento para quem vive sobrecarregado que pode mudar sua vida: escolha o que não fazer
Empresário falecido em 2011 tomou atitude que serve de exemplo para melhora da rotina e desempenho profissional e pessoal, mas sem esquecer que atitude exige renúncias

Steve Jobs (1955-2011) deixou alguns ensinamentos que permanecem atuais ainda hoje, quando os afazeres e a correria parecem atropelar o cotidiano. Um deles é sobre o peso das escolhas que precisam ser feitas o tempo todo - e como isso influenciará no seu futuro.
O tempo não é infinito, e a maneira que o ocupamos influencia tanto no sucesso quanto na saúde mental. Por mais que se queira ser multitarefas, cada atividade escolhida para ser feita exige atenção, disponibilidade, energia e um pedaço de seu(s) dia(s). E isso não pode chegar ao ponto de renunciar a momentos importantes quanto sono ou lazer.
O empresário aplicou o método em 1997, quando retornou à Apple. Ao encontrar uma variedade de computadores e produtos em desenvolvimento, precisou focar no que acreditava ter potencial de verdade para ir adiante. Escolheu quatro categorias para dedicar o tempo, deixando para trás projetos cujos esforços não pareciam valer a pena naquele momento e que não daria conta de tocar simultaneamente.
Cofundador da Apple, Jobs considerava tão importante decidir o que não fazer quanto o que fazer. A justificativa? Reconhecer que não dá para abraçar o mundo e manter o foco exige deixar de lado algumas tarefas e possibilidades, por mais que pareçam interessantes naquele momento.
O segredo é analisar o que pode ou precisa ficar de fora da sua rotina - e estar consciente disso. A partir disso, dedicar-se à agenda da melhor forma.
O perigo de querer fazer tudo
Nessa luta diária, é necessário estar ciente que pequenas atividades do dia a dia, aparentemente invisíveis na rotina, como lavar louça ou estender roupa, também "roubam" tempo - então, precisam ser incluídas em sua lista mental. Caso fiquem de lado, causarão um efeito cascata, atrasando o que você achou que daria conta de realizar.
Quem não consegue dizer "não" e acumula pedidos, tarefas e responsabilidades sente o peso da exaustão mais cedo ou mais tarde: além da sobrecarga, não estará feliz realizando o que aceitou sem refletir. Por isso, ele defendia que era preciso ter essa consciência do que precisa ou não ser feito.
Por isso, lotar a agenda sem refletir sobre se realmente aquilo cabe e importa naquele momento pode te levar a atender a expectativas dos outros, mas ir deitar com a sensação de que não avançou no que necessita de atenção.
Como identificar o que é importante?
Para colocar em prática a reflexão, 4 perguntas devem ser feitas:
- Assumir essa tarefa não vai prejudicar as outras coisas que preciso fazer?
- Eu quero mesmo fazer isso ou estou fazendo para não desapontar os outros?
- Terei de abrir mão de algo para fazer essa atividade?
- Isso realmente precisa ser realizado agora ou está na lista por hábito?
- Como essa tarefa contribui para meu momento de vida?
Jobs ensinou que prioridade também exige renúncia e que decidir o que não fazer pode abrir espaço para descanso, relações e projetos pessoais. Esse equilíbrio melhora o desempenho e acaba tornando o ser humano mais produtivo do que um simples cumpridor de tarefas.


