Voluntário mergulha para procurar garrafas de vidro em lago dos EUA e encontra canoa milenar submersa

Homem identificou o meio de transporte antigo durante um mergulho de rotina no estado de Wisconsin, e agiu em parceria com uma arqueóloga marítima

Giovanna Csiszar, colaboração para a CNN Brasil
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O mergulhador voluntário americano Mark Schachtner encontrou uma canoa milenar escavada enquanto procurava por garrafas de vidro antigas. Em um mergulho de rotina com o Four Seasons Dive Club no Lago Pewaukee, no estado de Wisconsin, ele vislumbrou o meio de transporte antigo e contatou o Escritório Estadual de Preservação Histórica.

Segundo a instituição governamental, a embarcação tem mais de 5 metros de comprimento e tem cerca de mil anos. O laboratório Beta Analytic, com sede em Miami, realizou uma datação por radiocarbono que mostrou uma probabilidade de 70% de que a canoa tenha sido usada entre 992 e 1049 d.C.

O trabalho de reconhecimento foi feito em conjunto com a arqueóloga marítima Tamara Thomsen, que já descobriu 16 outras canoas milenares no Lago Mendota, em Madison, capital do estado.

Canoa foi afundada intencionalmente, segundo arqueóloga

De acordo com a Wisconsin Public Radio, Thomsen disse que saiu com Schachtner para coletar medidas, vídeos, imagens e amostras de madeira. Ela descreveu a descoberta como belíssima. A canoa está intacta e submersa no fundo do lago, onde está preenchida com sedimentos. A arqueóloga afirmou que isso não se deve a mudanças no leito do lago ao longo do tempo.

"É uma aparência clássica de uma canoa que foi escondida, algo que foi afundado intencionalmente. Era muito comum os povos indígenas da época enterrarem as canoas no leito do lago para enchê-las de sedimentos e, uma ou duas estações depois, retornarem para desenterrá-las e secá-las um pouco. Assim, elas se tornavam funcionais", explicou Thomsen ao veículo. 

A Sociedade Histórica de Wisconsin não planeja recuperar a canoa escavada do lago, pois as Nações Nativas expressaram o desejo de que ela permaneça no local em respeito aos seus ancestrais. Mergulhadores também não podem remover artefatos do sítio, que é protegido pela lei de Wisconsin.