74% das empresas avaliam negativamente infraestrutura do Norte, sede da COP

Levantamento da CNI considera informações das áreas de transporte, energia, saneamento básico e telecomunicações

Vitória Queiroz e Pedro Teixeira, da CNN, em Brasília
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A menos de um mês da COP30, 74% dos empresários industriais consideram as condições de infraestrutura da região como regular, ruim ou péssima. O percentual está acima da média nacional, que é de 45%.

O resultado consta no estudo "Panorama da Infraestrutura - Região Norte", divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta quarta-feira (15). O levantamento considera informações das áreas de transporte, energia, saneamento básico e telecomunicações.

Veja avaliação dos empresários por setor:

  • 90% dos empresários industriais apontam a infraestrutura rodoviária como regular, ruim ou péssima;
  • Cerca de 49% consideram a infraestrutura ferroviária como regular, ruim ou péssima;
  • 41% dizem que a infraestrutura aeroportuária é regular, ruim ou péssima na região;
  • 44% afirmam que a infraestrutura portuária é regular, ruim ou péssima;
  • 61% afirmam que a infraestrutura de energia é regular, ruim ou péssima;
  • 83% afirmam que a infraestrutura de saneamento é regular, ruim ou péssima;
  • 66% afirmam que a infraestrutura de telecomunicações é regular, ruim ou péssima;

A CNI destaca que, apesar da sua posição estratégica para o desenvolvimento sustentável brasileiro, o Norte enfrenta entraves logísticos e estruturais, com malha rodoviária com trechos precários ou incompletos e falta de investimentos em hidrovias.

Na avaliação da entidade, esses fatores estruturais comprometem a articulação entre os polos produtivos da região e dificultam a atração de investimentos.

Nesse contexto, a CNI lista obras prioritárias para destravar a infraestrutura do Norte. São elas: a ampliação da navegabilidade da Hidrovia Araguaia-Tocantins, por meio do derrocamento do Pedral do Lourenço, e a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial.

Além desses projetos, o presidente da CNI, Ricardo Alban, destaca a conclusão da ponte sobre o Rio Xingu, na Transamazônica; a pavimentação do trecho central da BR-319, entre Porto Velho e Manaus; e a implantação da Ferrogrão como prioridades da região.

“Se bem conduzidos, esses projetos podem integrar o interior da região aos mercados nacionais e internacionais, promover a criação de emprego e renda, e garantir segurança energética para o país”, diz Alban.

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