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    “Acompanhamos com interesse”, diz Haddad sobre eleições na Argentina

    Ministro reforça que disputa tem implicações diretas nas negociações do Mercosul com a UE

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, junto do ministro da Economia e candidato à presidência da Argentina, Sergio Massa
    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, junto do ministro da Economia e candidato à presidência da Argentina, Sergio Massa Valter Campanato/Agência Brasil

    Cristiane Nobertoda CNN

    Brasília

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que acompanha as eleições na Argentina “com interesse”.

    Segundo Haddad, a disputa tem implicações diretas com as negociações no âmbito do Mercosul com a União Europeia.

    “Não dá pra comentar resultado de eleição até porque tem um segundo turno. Agora, nós estamos acompanhando com interesse por causa do Mercosul. O Mercosul é muito importante. A Câmara [dos Deputados] acaba de aprovar a entrada da Bolívia no Mercosul e está no Senado agora. Para nós é importante consolidar uma integração na região, integração regional é muito importante pro Brasil”, disse na manhã desta segunda-feira (23), ao chegar no Ministério da Fazenda.

    Na noite de domingo (22), o Diretório Nacional Eleitoral da Argentina divulgou o resultado parcial da apuração das urnas, que apontou para o segundo turno das eleições o governista Sergio Massa, que ficou em primeiro lugar nos votos válidos, e o candidato de extrema-direita, Javier Milei.

    A escolha do novo presidente da Argentina será decidida no dia 19 de novembro.

    Em entrevista à Reuters na semana passada, Fernando Haddad afirmou que uma eventual vitória de Milei preocuparia o governo.

    Ao ser questionado se o resultado do primeiro turno tranquilizava, Haddad afirmou que é integracionista e que um Mercosul mais unido facilita negociações com a União Europeia.

    “Eu estou acompanhando com interesse porque eu sou integracionista. Eu gosto de pensar numa América do Sul mais integrada, negociando com a União Europeia de forma mais forte. Quanto mais integrados nós estivermos, melhor para sentar à mesa com a União Europeia e fazer um bom acordo para a região”, reforçou o ministro.

    “Então tem implicações muito grandes essa questão da integração, não é uma coisa isolada, não é uma coisa de ‘cada um cuida de si’, a gente tem que pensar o todo da região para ver a forma mais adequada de fazer essa região voltar a se desenvolver”, concluiu.

    Veja também: Os efeitos da possível vitória de Milei na Argentina