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    Adidas anuncia que vai vender parte dos produtos de Kanye West e doar dinheiro

    Empresa havia dito anteriormente que espera perder US$ 1,3 bilhão em receita este ano porque não consegue vender roupas e sapatos da marca

    Adidas encerrou sua parceria de quase uma década em outubro de 2022, depois que Ye usou uma camiseta “White Lives Matter” em público
    Adidas encerrou sua parceria de quase uma década em outubro de 2022, depois que Ye usou uma camiseta “White Lives Matter” em público Getty Images

    Jordan Valinskyda CNN

    em Nova York

    A Adidas decidiu o que fará com suas mercadorias não vendidas da Yeezy, marca de tênis fundada por Ye, anteriormente conhecido como Kanye West.

    Em uma conferência de investidores na quinta-feira (11), o CEO da Adidas, Bjørn Gulden, disse que a empresa de vestuário vai “vender partes desse estoque e doar dinheiro para as organizações que estão nos ajudando e que também foram prejudicadas pelas declarações de Kanye”.

    A Adidas havia dito anteriormente que espera perder US$ 1,3 bilhão em receita este ano porque não consegue vender roupas e sapatos da marca. Estava sob pressão de investidores para determinar o que fazer com as mercadorias depois que a Adidas encerrou sua parceria com Ye.

    “Quando faremos isso e como faremos ainda não está claro, mas estamos trabalhando nisso”, disse Gulden, de acordo com uma transcrição fornecida à CNN pela Adidas.

    Ele acrescentou que a empresa está “tentando encontrar soluções” desde que a parceria foi encerrada no outono passado e decidiu não queimar as mercadorias que sobraram.

    A Adidas encerrou sua parceria de quase uma década em outubro de 2022, depois que Ye usou uma camiseta “White Lives Matter” em público.

    A Liga Antidifamação classifica a frase como um slogan de ódio usado por grupos de supremacia branca, incluindo a Ku Klux Klan. Dias depois, Ye disse “posso dizer m**** anti-semita e a Adidas não pode me abandonar” durante a gravação de um podcast.

    A parceria foi um sucesso financeiro para a Adidas, tanto que ainda está sofrendo financeiramente com seu término. A perda da altamente lucrativa linha Yeezy atingiu as vendas no trimestre em cerca de 400 milhões de euros (US$ 441 milhões), disse a Adidas durante seus resultados na semana passada.

    Atualmente, a empresa está envolvida em um processo de acionistas que a acusam de não alertar os investidores sobre o antissemitismo e o “comportamento extremista” exibido pelo rapper.

    A companhia disse que “rejeita essas reivindicações infundadas e tomará todas as medidas necessárias para nos defender vigorosamente contra elas”.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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