Algodão reage em NY após sequência de quedas
Levantamento mensal do Itaú BBA indica recuperação dos preços futuros com recorde de exportação

O algodão em pluma avançou 1,4%, para 64,5 centavos de dólar por libra peso em relação aos 63,5 centavos de dólar por libra peso, registrados em dezembro na Bolsa de Nova York. A alta é a primeira após meses de baixas consecutivas. Este movimento, segundo o relatório do Itaú BBA, divulgado nesta sexta-feira (16), retoma o folego dos contratos negociados na primeira quinzena de janeiro.
As exportações brasileiras do algodão em pluma somaram 3 milhões de toneladas em 2025, uma alta de 9,1% em volume sobre o desempenho de 2024. Apesar do recorde histórico no volume, o preço médio recuou para US$ 1.628,8 por tonelada, em queda de 12% na comparação anual. A receita com as exportações foi de US$ 4,9 bilhões.
Os preços nacionais mantêm a tendência internacional e apresentam pequenas altas no mercado físico. Com chuvas irregulares nas regiões produtoras, o ritmo de plantio no Brasil ficou mais lento. Por outro lado, projeções climáticas indicam volumes regulares de precipitação nos próximos meses, o que favorece o a produtividade de lavouras em regiões produtoras.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou nesta semana as projeções de produção, consumo e estoques de algodão para a China, maior produtor, consumidor e exportador da commodity. O ajuste na balança de oferta e demanda também inclui a redução da produção e estoques americanos. A produção americana, segundo o USDA, deve cair para 3 milhões de toneladas, ante 3,1 milhões toneladas em dezembro, enquanto os estoques sofreram ajuste de 0,98 milhão de toneladas para 0,91 milhão de toneladas.
As projeções de produção chinesa subiram para 7,5 milhões de toneladas, o consumo para 8,5 milhões e o estoque final foi ajustado para 7,8 milhões de toneladas. Ainda assim, os estoques seguem abastecidos no cenário global, o que reduz a necessidade de importações chinesas.


