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    Alta de preços dos serviços é desafio para desacelerar inflação, diz autoridade do BCE

    Segundo o vice-presidente do banco, serviços são sensíveis à demanda e ao aumento salarial, fatores que têm levado à aceleração dos preços no setor

    Bruna Camargo, do Estadão Conteúdo

    O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, disse nesta quinta-feira (18) que as próximas decisões de política monetária vão depender da evolução do núcleo da inflação, assim como da atualização das condições econômicas.

    Um dos principais desafios, no entanto, está no aumento dos preços no setor de serviços.

    “É importante olhar tendências e, no caso do núcleo da inflação, é especialmente preocupante o setor de serviços. Os serviços na Europa estão puxando muito mais que a indústria. Por isso, países em que os serviços são importantes, como a Itália ou a Espanha, há aceleração maior que países como Alemanha ou Holanda, onde a indústria é mais importante”, afirmou Guindos, durante participação em seminário organizado pela PwC em Madri, na Espanha, na manhã desta quinta.

    Segundo o vice-presidente do BCE, os serviços são sensíveis à demanda e ao aumento salarial, fatores que têm levado à aceleração dos preços no setor.

    “É a parte que mais nos preocupa no núcleo da inflação, que de alguma forma indica o que pode acontecer nos próximos meses e a médio prazo”, diz.

    Durante o seminário, Guindos também destacou o crescimento econômico da zona do euro, que evitou uma recessão técnica no bloco, e reforçou a estabilidade do sistema financeiro da Europa, em meio à cautela após a quebra de bancos nos Estados Unidos.

    Ainda sobre esse país, o vice-presidente do BCE avalia que o Congresso americano deve entrar em um acordo sobre o teto da dívida, e que um eventual calote “seria uma péssima notícia neste momento”.