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    ANP questiona Petrobras, distribuidoras e importadoras sobre risco de desabastecimento de diesel

    Distribuidoras e importadoras menores estão sendo afetadas porque não conseguem competir com os preços adotados pela estatal

    Conclusão é de que não há risco de desabastecimento
    Conclusão é de que não há risco de desabastecimento REUTERS/Francis Mascarenhas

    Raquel LandimDaniel Rittnerda CNN

    em São Paulo

    A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entrou em contato com distribuidoras, redes de postos e com a própria Petrobras para questionar sobre o risco de desabastecimento de óleo diesel no país por causa da defasagem nos preços dos combustíveis em relação ao mercado internacional, conforme apurou a CNN.

    A conclusão, conforme relatos feitos por participantes das conversas, é de que não há risco de desabastecimento.

    No entanto, distribuidoras e importadoras menores — principalmente no Nordeste e aquelas que fornecem para os postos de “bandeira branca” — estão sendo duramente afetadas porque não conseguem competir com os preços adotados pela Petrobras.

    Algumas empresas, segundo essas fontes, correm risco até mesmo de sobrevivência. No caso das maiores, o prejuízo imediato estaria sendo absorvido dentro das demais operações.

    Na semana passada, a CNN revelou falhas pontuais no abastecimento de diesel no país em pelo menos dez Estados — relato confirmado pelos sindicatos de distribuidores locais.

    A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) atribuiu a falta do diesel S-10, que é fundamental no transporte rodoviário, à política de preços da estatal.

    Levantamento da Abicom mostra diferenças entre a cotação do mercado local e do mercado internacional que superam 20% há mais de 80 dias, o que inviabiliza as importações de outros players além da estatal.

    Hoje, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) soltou uma nota atribuindo as eventuais falhas no abastecimento a um “ataque especulativo” das distribuidoras menores.

    Segundo a FUP, as distribuidoras estariam formando estoques e segurando o produto para vender mais caro quando eventualmente a Petrobras subir os preços.

    A FUP tem proximidade com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

    O conselho de administração da Petrobras se reúne amanhã e existe uma expectativa de algum posicionamento da estatal sobre os preços do diesel e da gasolina — eventualmente até um reajuste nos valores praticados internamente.

    Em nota sobre o risco de desabastecimento, a Petrobras informou que “não reduziu sua oferta de diesel e que está cumprindo todos os seus contratos com as distribuidoras”.

    Publicado por Amanda Sampaio, da CNN.