“Antes o problema era se iria cortar, agora é quanto”, diz Haddad sobre juros

Haddad também foi questionado sobre a chegada de Gabriel Galípolo e Ailton Aquino para a diretoria do Banco Central

Cristiane Nobertoda CNN

Brasília

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (13) que espera “sensibilidade técnica” do Banco Central na redução de juros e que “todo mundo espera um corte” da Selic, atualmente em 13,75% ao ano.

Segundo o ministro, há espaço para um corte maior que 0,25 ponto percentual ainda em agosto.

“Se o governo paga esse juro real, quem está comprando uma geladeira paga mais, 20% a 30%, e não cabe no bolso. Tem um problema estrutural, precisa de uma sensibilidade técnica do BC para baixar. Todo mundo espera um corte em agosto. Antes o problema era “se” iria cortar, e agora é quanto. Eu penso que tem espaço para cortar mais que 0,25%, eu tenho certeza”, afirmou.

 

As declarações foram feitas em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, da RedeTV, nesta quinta-feira (13). Haddad também foi questionado sobre as indicações de Gabriel Galípolo e Ailton Aquino para direção do Banco Central.

“A tarefa desses novos diretores é levar novos subsídios técnicos para a tomada de decisão. Ninguém compõem bancada no Banco Central. Não há bancada de oposição ou situação no Banco Central. Isso não existe. O que queremos é que esses novos diretores levem mais subsídios técnicos para sustentar uma decisão que, quem sabe, coloque o Brasil em uma rota de crescimento sustentável”, disse.

Os dois tomaram posse nos cargos na quarta-feira (12), após aprovação no Senado, e estarão presentes na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre em agosto.