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    Após Copom, mercado reduz para 6,02% projeção para o IPCA em 2023, diz Focus

    Houve redução das estimativas de inflação também para o ano que vem, tanto pelo IPCA quanto pelo IGP-M

    Redaçãoda CNN

    São Paulo

    Logo após o Comitê de Política Monetária manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, o mercado revisou de 6,05% para 6,02% a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final de 2023.

    Para 2024, os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) para o Boletim Focus desta semana, divulgado na manhã da segunda-feira (8), reduziram a projeção para o IPCA de 4,18% para 4,16%. Para 2025 e 2026, as estimativas foram mantidas em 4%.

    Houve redução também da projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços (IGP-M), a chamada “inflação do aluguel”. Para 2023, a estimativa caiu de 2,18% para 2,14%. Em 2024, também houve redução da estimativa para o índice, de 4,18% para 4,14%. Para os anos de 2025 e 2026 a projeção continua sendo de IGP-M em 4%.

    Para a taxa básica de juros (Selic), a mediana das estimativas manteve-se em 12,50% no fim de 2023, 10% no fim de 2024 e 9,00% em 2025. Para 2026, porém, a projeção subiu de 8,88% para 9%.

    A mediana das estimativas para o crescimento da economia brasileira em 2023 foi mantida em 1% pelos economistas ouvidos pelo Banco Central. Para 2024, no entanto, as expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi diminuída de 1,41% para 1,40%. Para os anos de 2025 e 2026 a projeção foi mantida em crescimento de 1,80% para os dois anos.

    O Boletim Focus traz também as projeções para o câmbio no fechamento deste e dos próximos três anos. Para 2023, a mediana das estimativas foi mantida em R$ 5,20. Para 2024, outra manutenção, mas em R$ 5,25. Para 2025 o mercado reduziu a estimativa do câmbio de R$ 5,30 para 5,25% e em 2026 de R$ 5,32 para 5,30.

    Ao olhar para as contas públicas do país, os economistas do Boletim Focus elevaram suas projeções para a relação entre dívida e PIB, de 6,55% para 60,7% ao final de 2023. Para o ano que vem, nova elevação, de 64% para 64,10%. Em 2025 a estimativa foi mantida em 67% do PIB e em 2026 aumento da projeção de 67% para 67,2%.