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    “Aqui ninguém vai dar cavalo de pau na economia”, diz Lula

    De acordo com o presidente, economia continuará "serena" e o foco da gestão será as pessoas mais pobres

    Declaração foi dada durante lançamento de estratégia para Complexo Econômico-Industrial da Saúde
    Declaração foi dada durante lançamento de estratégia para Complexo Econômico-Industrial da Saúde Ricardo Stuckert/PR

    Sofia Aguiar e Caio Spechoto, do Estadão Conteúdo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou as promessas do governo na área econômica e disse que não dará “cavalo de pau” no setor. Segundo ele, a economia continuará “serena” e o foco da gestão será as pessoas mais pobres.

    “Aqui ninguém vai dar cavalo de pau na economia, não vamos inventar. A gente vai fazer o que precisa fazer”, disse o presidente, em lançamento da estratégia para Complexo Econômico-Industrial da Saúde, nesta terça-feira (26).

    Lula disse que a gestão irá tratar “todo mundo com muito respeito”, mas ponderou que “são as pessoas mais necessitadas e trabalhadores mais pobres terão atenção especial desse governo”.

    A fala ocorre em meio ao ceticismo de economistas e membros do Legislativo, que serão responsáveis em aprovar o Orçamento de 2024, sobre a meta para o ano que vem do governo de reduzir o déficit das contas públicas para zero.

    O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado Danilo Forte (União-CE), que é quem analisa o Orçamento enviado pelo governo, disse que o compromisso é “quase impossível”.

    Para zerar o déficit, o Executivo terá que cortar despesas ou aumentar a arrecadação. Caso contrário, será necessário mudar a meta fiscal.

    Entre as principais fontes de gastos públicos neste ano, estão: R$ 50 bilhões do Bolsa Família, R$ 30 bilhões do aumento do aporte federal ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, o Fundeb, e R$ 20 bilhões do piso nacional da enfermagem.

    Bloqueio no Orçamento

    As equipes técnicas dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento indicaram que o governo federal precisará fazer um bloqueio de R$ 600 milhões em despesas discricionárias, ou seja, não obrigatórias ao longo do ano, para cumprir as metas estabelecidas para 2023.

    É o terceiro bloqueio de gastos consecutivos em 2023. No resultado de maio, o governo havia feito um contingenciamento de R$ 1,7 bilhão, e em julho a tesourada foi de R$ 1,5 bilhão.

    Assim, o bloqueio total de despesas no orçamento deste ano subiu para R$ 3,8 bilhões. Em julho o número foi de R$ 3,2 bilhões.

    Os dados estão no relatório de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre, divulgado na última sexta-feira (22). A equipe econômica ainda reduziu as projeções para o déficit primário, de R$ 145,4 bilhões (1,4% do PIB) para R$ 141,4 bilhões (1,3% do PIB).

    Publicado por Amanda Sampaio, da CNN.