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    Ativos sentem ambiente de incerteza, diz ex-diretor do Banco Central

    Luiz Fernando Figueiredo disse à CNN que o mercado financeiro está refletindo o peso da crise institucional no Brasil

    Produzido por *Renata Souzada CNN

    em São Paulo

    Em entrevista à CNN, o economista e ex-diretor do Banco Central (BC) Luiz Fernando Figueiredo afirmou que o ambiente de incerteza no país referente à crise institucional se reflete nos ativos. Tanto a Bolsa como o dólar reagiram com força aos desdobramentos das manifestações de 7 de Setembro, fechando com viés negativo.

    O Ibovespa fechou com queda de 3,75%, a maior queda em um dia desde 8 de março deste ano, e ficou em 113.451 pontos, também o menor patamar desde 24 de março. Já o dólar avançou 2,84%, a R$ 5,3236.

    “A corda está ficando mais esticada”, disse Figueiredo. Começando pela crise institucional, que, com a manifestação de terça-feira, a corda teria esticado um pouco mais, deixando um ambiente muito incerto. Então os ativos sentem esse momento de incerteza, explica o economista.

    Figueiredo também afirmou que outros dois pontos que influenciam no mercado financeiro são a crise hídrica, a pior já registrada, e a questão da dívida dos precatórios, que traz um risco fiscal relevante e ainda não está resolvida.

    Congresso Nacional

    Outro ponto abordado pelo ex-presidente do BC foi a tramitação das propostas de reforma no Congresso Nacional. Segundo ele, a agenda, apesar do cenário, está andando, mas isso pode mudar a depender do cenário da crise institucional.

    “Na medida em que essa corda vai ficando esticada é possível que a agenda deixe de andar”, alertou. “Um receio que o mercado tem é que venha do governo até uma agenda populista. Então,quando se vê uma situação dessas, que as coisas vão se radicalizando, é muito difícil de se precificar um ativo.”

    Para Figueiredo, está difícil antever o que vai acontecer. “Estamos muito perto de as instituições reagirem muito mais fortemente ao que está acontecendo. A dúvida é realmente o que vem pela frente. A verdade é que a gente não sabe.”

    (*sob supervisão de Elis Franco)