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    Banco dos Brics confirma encontro entre Dilma e Putin, mas nega conversa sobre empréstimo

    Reunião bilateral entre Dilma Rousseff e Vladimir Putin acontecerá nesta quarta-feira (26) durante cúpula Rússia-África, em São Petesburgo

    Dilma Rousseff assumiu a presidência do banco dos Brics em março
    Dilma Rousseff assumiu a presidência do banco dos Brics em março Ricardo Stuckert/PR

    Priscila Yazbekda CNN

    Paris

    O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) — o chamado banco dos Brics — confirmou o encontro entre Dilma Rousseff, presidente da instituição, e o presidente russo Vladimir Putin nesta quarta-feira (26), em São Petersburgo.

    “A presidente tem agendados encontros bilaterais com dois chefes de estado que são membros fundadores do NBD, nomeadamente a Rússia e a África do Sul”, diz o comunicado do banco sobre a participação da ex-presidente na “Segunda Cúpula Rússia-África – Fórum Econômico e Humanitário”, que acontece nos dias 27 e 28 de julho.

    O texto afirma que o objetivo das reuniões bilaterais é verificar as opiniões de ambos os países membros sobre o papel do NDB na Cúpula do Brics, que será sediada na África do Sul, em agosto de 2023.

    O banco nega que um dos tópicos discutidos no encontro entre Dilma e Putin seja a concessão de empréstimos. “Quaisquer especulações sobre a discussão de novas operações do NDB na Rússia são infundadas”, diz a nota.

    O analista da CNN Lourival Sant’Anna apurou com fontes em Xangai que a ex-presidente brasileira teria proposto emprestar dinheiro à Rússia, mas a China teria rejeitado a ideia, por receio de o banco ser alvo de sanções do Ocidente.

     

    Reforço no diálogo com China e Rússia

    Dilma assumiu a presidência do NBD em março, após ser indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Logo nas primeiras conversas sobre a intenção de Lula de indicar Dilma à presidência da instituição já havia a perspectiva de que ela assumiria o banco dos Brics com reforço no diálogo com Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping.

    Fontes relataram na ocasião que o fato de Dilma ser uma ex-presidente e muito próxima a Lula, abre um canal direto de diálogo com os presidentes chinês, Xi Jinping, e russo, Vladimir Putin.

    Membros do NBD haviam inclusive comemorado a indicação por acreditar que o acesso facilitado de Dilma a líderes estrangeiros fortaleceria a importância do banco, sobretudo diante dos impasses trazidos para a atuação do bloco pelo fato de um de seus membros, a Rússia, estar em meio a uma guerra.

    O NBD foi fundado em 2014 e reunia, inicialmente, apenas os países do Brics: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em 2021, Bangladesh, Emirados Árabes e Egito foram incluídos como membros. A adesão do Uruguai também foi aprovada e deve ser formalizada em breve.

    Saiba mais: Brics e a solução diplomática para a guerra da Ucrânia