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    BCs europeus tentam acalmar credores após colapso de SVB: “sistema segue seguro”

    Segundo autoridades, bancos da zona do euro, Reino Unido e França não serão afetados

    Sede do Silicon Valley Bank (SVB) na Califórnia.
    Sede do Silicon Valley Bank (SVB) na Califórnia. Tayfun Coskun/Anadolu Agency via Getty Images

    do Estadão Conteúdo

    O presidente do grupo de ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo), Paschal Donohoe, afirmou nesta segunda-feira (13) que a zona do euro tem “exposição muito limitada” ao Silicon Valley Bank (SVB), banco americano que sofreu um colapso na semana passada. “Temos um marco regulatório muito forte aqui na Europa”, acrescentou ele, durante entrevista à Bloomberg Television.

    Donohoe, porém, também acrescentou que “claro, qualquer acontecimento bancário como esse realmente traz questões, e certamente discutiremos isso hoje, no Eurogrupo”. Os ministros da região se reúnem nesta segunda-feira.

    O também ministro das Finanças da Irlanda disse que o episódio mostra que o quadro pode mudar rápido, mas opinou que a Europa está em uma “boa posição”, por mudanças feitas nos mercados regulatórios ao longo da última década.

    Donohoe enfatizou que não é possível ser complacente. Ele acrescentou que é preciso ver onde está a exposição, e disse que o bloco está atento a um eventual apoio ao setor de tecnologia, para garantir que ele possa crescer e não ser afetado de modo significativo, já que o SVB era um banco centrado em companhias do setor nos EUA.

    Ainda para Donohoe, o Banco Central Europeu (BCE) deve manter sua postura para conter a inflação.

    Ele lembrou que o BCE tem dito que tomará suas decisões reunião a reunião, para garantir o controle dos preços, mas não comentou diretamente se poderia haver mudanças nessas decisões diante da crise recente em alguns bancos americanos e dos temores gerados pela situação.

    Sistema financeiro britânico

    O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) afirmou que o sistema bancário do Reino Unido como um todo “continua seguro, sólido e bem capitalizado”, em comunicado divulgado nesta segunda-feira.

    O BoE comenta que, em consultas com a Autoridade de Regulação Prudencial (PRA, na sigla em inglês), o Tesouro e a Autoridade de Conduta Financeira (FCA), foi tomada a decisão de vender o Silicon Valley Bank UK Limited (SVBUK), subsidiária britânica do banco norte-americano Silicon Valley Bank (SVB), para o HSBC UK Bank.

    O HSBC está autorizado a conduzir o negócio e é supervisionado pela PRA e a FCA, acrescenta a nota do banco central.

    Segundo o BoE, a medida foi tomada para estabilizar o braço local do SVB, garantir a continuidade dos serviços financeiros, minimizar problemas para o setor de tecnologia do Reino Unido e apoiar a confiança no sistema financeiro.

    O BOE diz que todo o dinheiro depositado no SVBUK está “seguro” como resultado da transação. Os negócios do SVBUK continuarão a ocorrer normalmente e os clientes não devem notar qualquer mudança, acrescenta.

    Sistema financeiro francês

    O ministro de Finanças da França, Bruno Le Maire, assegurou nesta segunda-feira que as falências dos bancos norte-americanos Silicon Valley Bank (SVB) e Signature não impõem riscos a instituições financeiras francesas.

    “Não vejo qualquer risco de contágio, então não há alerta específico”, a fazer, disse Le Maire, em entrevista à emissora FranceInfo.

    Ainda segundo o ministro, os bancos e o sistema financeiro da França são “sólidos” e contam com “alto índice de liquidez” para resistir a choques.