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    Bilionário dos EUA diz que pessoas em home office não trabalharam tanto durante a pandemia

    Dados indicam que estresse e sobrecarga cresceram durante isolamento pela Covid

    CEO da Blackstone criticou trabalho remoto no contexto do impacto no mercado imobiliário comercial
    CEO da Blackstone criticou trabalho remoto no contexto do impacto no mercado imobiliário comercial Christine Donaldson/Unsplash

    Matt Eganda CNN

    Nova York

    O bilionário de private equity Stephen Schwarzman não acha que as pessoas trabalharam duro o suficiente durante a Covid-19.

    Schwarzman, o CEO da Blackstone cuja fortuna é estimada em US$ 32 bilhões (R$ 159,61 bilhões), disse aos investidoresque as pessoas que trabalharam remotamente durante a pandemia “não trabalharam tão arduamente – independentemente de o que eles te contaram”.

    Durante a pandemia, muitos pais tinham de conciliar as reuniões online com o suporte as crianças cujas escolas estavam fechadas. Outros tiveram que cuidar de bebês e crianças pequenas cujas creches estavam fechadas ou ajudar familiares idosos que estavam em quarentena com eles.

    Para colocar o trabalho em dia, alguns pais acabavam trabalhando até tarde ou começando mais cedo. Em casos mais extremos, as pessoas chegavam a trabalhar no fim de semana.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os casos de ansiedade e depressão no mundo cresceram em 25% durante a pandemia.

    Nos Estados Unidos, um terço dos adultos relataram sentir estresse, ansiedade e grande tristeza que eram difíceis de enfrentar por si próprios, uma proporção significativamente maior do que em outros países, de acordo com um relatório do Commonwealth Fund publicado em agosto de 2020.

    Schwarzman questionou o trabalho remoto na terça-feira (24) no contexto do impacto no mercado imobiliário comercial, onde a Blackstone tem uma exposição significativa como um grande investidor imobiliário.

    “Durante a pandemia, as pessoas se acostumaram a ficar em casa”, disse Schwarzman.

    “Na verdade, era mais lucrativo para eles ficarem em casa porque, em primeiro lugar, eles não trabalhavam tanto, independentemente do que diziam. Em segundo lugar, eles não gastam dinheiro para se deslocar. Eles podem fazer o almoço em casa. Eles não precisam comprar roupas caras, então seus rendimentos são maiores.”

    Durante o painel de Schwarzman, realizado no congresso Future Investment Initiative da Arábia Saudita, o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, discutiu como 60% dos funcionários de sua empresa estão agora no escritório cinco dias por semana, enquanto 30% são obrigados a estar no escritório três dias por semana. “Nós rastreamos”, disse Dimon.

    O presidente do JPMorgan acrescentou que os dirigentes do banco são obrigados a estar no escritório 100% do tempo.

    “Não acho que você possa liderar pessoas trabalhando de casa”, disse Dimon.

    Ainda assim, muitos funcionários estão trabalhando remotamente pelo menos parte do tempo agora.

    Por exemplo, cerca de 58% dos trabalhadores de Manhattan estavam presencialmente num dia útil normal no final de agosto e setembro, de acordo com um relatório da Partnership for New York City.

    Isso representa um aumento em relação aos 49% em setembro de 2022, mas abaixo dos 80% anteriores à Covid-19.

    Apenas 12% dos trabalhadores de escritório de Manhattan trabalham em tempo integral, de acordo com a pesquisa.

    Schwarzman, o CEO da Blackstone, estimou que nos Estados Unidos 20% dos edifícios de escritórios estão vagos e outros 20% estão arrendados, mas vazios.

    O bilionário previu que quando os contratos de arrendamento existentes expirarem, as empresas reduzirão a quantidade de espaço de escritórios que alugam, deixando muitos edifícios de escritórios – especialmente os mais antigos – “incapazes de sobreviver como entidades económicas”.

    “Isso terá um final muito ruim”, disse Schwarzman.

    A Blackstone disse aos investidores  no início deste ano que reduziu a sua exposição a imóveis de escritórios nos EUA, de mais de 60% da sua carteira imobiliária em 2007 para menos de 2% actualmente.

    Veja também: Quase metade dos brasileiros quer jornada de trabalho flexível

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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